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sábado, 21 de agosto de 2010

O que é compulsão sexual ? E tem cura?

Extraído do site http://oqueeutenho.uol.com.br/

A Compulsão Sexual ocorre quando apresentamos um comportamento sexual muito frequente e pelo menos mais três dos seguintes aspectos:

 a. Tolerância, pois nos entregamos a práticas sexuais cada vez mais intensas e frequentes para se obter a mesma satisfação que havia no início do quadro;

 b. Abstinência, mal estar físico e/ou psicológico, quando tentamos diminuir ou evitar o sexo;

c. Ocupamos mais tempo e com maior intensidade com o sexo com outras pessoas ou mesmo nos masturbando;

d. Fracassamos quando tentamos controlar o comportamento sexual;

e. Gastamos muito tempo e energia buscando o sexo;

f. Começamos a nos ocupar do sexo quando deveríamos estar trabalhando ou com nossos entes queridos;

g. Continuamos com o comportamento sexual mesmo percebendo que está nos prejudicando.

2. Por quais razões a Compulsão Sexual se desenvolve? A interação dos seguintes fatores favorece o surgimento da Compulsão Sexual. Eles são: história familiar de compulsão sexual ou dependência ao álcool ou dependência a drogas ou outros comportamentos; famílias com funcionamento problemático; experiências de contato sexual com adultos na infância. Tais fatores promovem desajustes psicológicos e acredita-se também que estejam associados a alterações de neurotransmissores cerebrais. Ambos levariam ao início do quadro de Compulsão Sexual no final da adolescência ou início da vida adulta.

3. Como sei identificar se alguém está com esse problema? São indícios: Distanciamento familiar ou dos entes queridos, prejuízo no desempenho profissional ou nos estudos, alto consumo de pornografia ou de uso da internet para sexo virtual e/ou real, prejuízo financeiro, doenças sexualmente transmissíveis e, finalmente, elevada troca de parcerios sexuais.

4. A Compulsão Sexual tem tratamento? O tratamento se baseia no acompanhamento em psicoterapia e a prescrição de medicamentos. Alguns antidepressivos auxiliam a retomada do controle sobre os impulsos sexuais. A psicoterapia é fundamental para o paciente a médio e longo prazo ampliar os recursos psicológicos para lidar com a questão da impulsividade sexual.

5. A quem devo buscar para pedir ajuda/auxílio? Psiquiatras e psicólogos familiarizados com o problema. A psicoterapia psicodinâmica é bastante indicada. . Prof. Dr. Marco de Tubino Scanavino, médico assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável pelo ambulatório de Impulso Sexual Excessivo do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) e do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (AMITI).

Para obter atendimento gratuito, acesse:

1) Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Site: www.hcnet.usp.br/ipq/prosex/index.htm . Telefone: (11) 3069-6982

2) Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Site: www.amiti.com.br. Telefone: (11) 3069-7805

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Relato de um viciado em sexo.

Aqui o relato de alguém que luta contra o vício sexual e resolveu deixar registrado sua experiência para servir de ajuda para outros irmãos.


Vício sexual – Qual a causa?
O vício sexual raramente é causado por apenas um fator, mas provavelmente por várias condições que surgiram com o tempo. Em meu próprio caso, eu fui exposto a pornografia quando era muito jovem, e muitas vezes fugia ao mundo de fantasia de pornografia e masturbação, ao invés de arriscar rejeição de garotas de verdade. Eu continuei com o meu hábito mesmo depois de casar, causando uma grande divisão entre eu e minha esposa que acabou em divórcio. O vício sexual foi parte de minha vida por mais de 30 anos sem eu nem perceber. Para algumas pessoas, as causas de vício sexual podem incluir experiências traumáticas em sua infância, como abuso físico e sexual, abandono e trauma emocional. Quaisquer que sejam as causas, a raiz é a mesma: o pecado. Até aprendermos a superar o vício, continuaremos a fracassar.
Vício sexual – Qual o problema, não é apenas sexo?
Um dos problemas mais sérios com o vício sexual é a forma em que afeta os relacionamentos. Como mencionei acima, eu levei meu vício sexual ao casamento e acabei estragando o meu relacionamento com minha esposa. Quando começamos a ter filhos, seu desejo sexual diminuiu ainda mais como resultado do estresse de ter que cuidar de crianças pequenas. Encontrei-me satisfazendo a mim mesmo muito mais do que ela me satisfazia. Intimidade em um casamento é uma combinação dos aspectos físicos, emocionais e espirituais do relacionamento. Infelizmente, quando um aspecto começa a desmoronar, os outros tendem a sofrer também. Quando comecei a satisfazer a mim mesmo fisicamente, não demorou muito para que eu também começasse a satisfazer a mim mesmo nas áreas emocionais e espirituais. Quando deixei de depender de minha esposa pelas minhas necessidades emocionais, eu também deixei de satisfazer às suas necessidades. O resultado foi separação e divórcio depois de 13 anos de casamento e três filhos juntos. Isso não é incomum, pois o vício sexual, em sua natureza, é extremamente egoísta. O viciado torna-se obcecado em satisfazer suas próprias necessidades às custas dos que estão ao seu redor. Além disso, egoísmo em qualquer forma é prejudicial ao relacionamento conjugal.

O outro problema com o vício sexual é sua natureza progressiva. Apesar de propagandas de roupas íntimas e filmes para maiores de 18 anos serem excitantes ao adolescente, essa excitação não continua com o viciado. A necessidade por mais e mais estímulo leva à pornografia, filmes e sites de internet pesados e explícitos, eventualmente realizando as fantasias imaginadas. A primeira consequência dessa atuação é que a esposa deixa de ser aquela pessoa especial que merece respeito e honra. Ao invés, ela torna-se um objeto de gratificação sexual. Eventualmente, isso também se torna mundano, e o viciado procura por mais emoções de natureza cada vez mas ilícita.
Vício sexual – Como posso saber se estou viciado?
Questionário do vício sexual: responda as perguntas a seguir sobre si mesmo e seja completamente honesto:
• Você se masturba frequentemente, ou percebe que a frequência está aumentando?
• Você frequenta sites de internet de pornografia, ou clubes noturnos?
• Você sente a tentação de visitar sites pornográficos toda vez que está navegando a internet, mesmo quando essa não era sua intenção original?
• Você precisa olhar para pornografia antes de ter relações sexuais com sua esposa?
• Você já teve um romance fora do casamento?
Se você respondeu sim a pelo menos uma dessas perguntas, isso pode indicar o início de um vício sexual. Por favor também responda as perguntas a seguir:
• Você se masturba pelo menos três vezes por dia?
• Você já teve vários romances fora do casamento?
• Você usa os serviços de prostitutas?
• Você participa de atividade sexual pela qual você poderia ser preso?
• Você já tentou parar algum dos comportamentos do primeiro grupo de perguntas e percebe que você não pode parar por muito tempo?
• Você tem uma parte de sua vida sexual que é um segredo de todas as pessoas que são próximas a você?
Se você respondeu sim a pelo menos uma das perguntas acima, então você provavelmente está viciado em sexo. A boa notícia é que há assistência disponível para ajudá-lo a se libertar da escravidão a esse vício.
Vício sexual – OK, sou viciado, e agora?

Com o vício sexual, a coisa mais importante é buscar ajuda. Isso é algo para ser levado muito a sério. O vício sexual tende a ser feito em segredo, ou com uma série de parceiros anônimos com quem você não tem qualquer vínculo emocional. Há grande medo e vergonha em deixar alguém saber o que está realmente dentro de você. Esse foi o meu caso. Eu sabia que tinha um problema, e demorou dois anos para que buscasse ajuda. Durante esse tempo, eu tentei várias vezes parar com minhas próprias forças, mas fracassei em todas as minhas tentativas. Eu nunca conseguia passar mais de uma semana sem ver pornografia ou sem me masturbar. Eu posso dizer que até agora, no momento em que escrevo este artigo, eu tenho passado 21 meses de atividade sexual saudável (nenhuma forma de sexo comigo mesmo ou qualquer outra pessoa além de minha esposa).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Compulsão,vício ou adição sexual, O que é isso? Tem cura?

Todos estes nomes, compulsão sexual, adição,impulso sexual,vicio sexual, e outros mais tratam do mesmo problema, ou seja, o indivíduo, homem ou mulher, que tem necessidade de satisfazer-se sexualmente um número de vezes exageradamente maior do que o da maioria da população.

Para ser considerado uma doença o comportamento sexual compulsivo deve causar sofrimento emocional e proporcionar conseqüências interpessoais, seja nas pessoas mais próximas, nos amigos e na família.

Mas a compulsão sexual tem cura. Seguindo os parâmetros do AA, o Grupo DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos) efetua reuniões para quem busca ajuda em uma de suas unidades, espalhadas por várias capitais brasileiras.

Outro recurso é a terapia que utiliza, em alguns casos, medicação para atenuar a ansiedade concomitantemente com as sessões. Raramente é necessária a internação em clínica para um tratamento mais intensivo.

O que não podemos pensar é que um compulsivo é um estuprador em potencial e, por isso, deva ser afastado do convívio social. O apoio familiar, da(o) companheira(o) e dos amigos é importantíssimo no tratamento. Mas, antes de tudo, é preciso que o próprio paciente, analisando seu comportamento sexual, entenda que precisa de ajuda e deseje a cura.

Tal comportamento sexual pode ser reflexo de um aspecto hereditário, de um aspecto médico, cultural, circunstancial, etário e pessoal.

E aí fica a pergunta, quanto de sexo precisa se praticar para que seja considerado um caso patológico, uma doença? O quanto é considerado normal?

Os estudos mostram que o impulso sexual excessivo aparece na população geral em torno de 5 a 8%, sendo que apontam para o sexo masculino uma proporção maior de casos.

A maioria das pessoas vitima da compulsão sexual se preocupam com seus desejos exagerados e suas fantasias sexuais que nunca vão embora.

Boa parte também tenta em vão se livrar desse tormento, porém, invariavelmente fracassam, outro tanto desses,experimentam o sentimento de remorso depois de seus exageros sexuais, fantasias, sexo anônimo (via fone, internet, outros) e inconseqüente.

Qual a quantidade de sexo é considerada normal?

As Os estudiosos do assunto da sexualidade costumam dar nome ao índice que mede a quantidade de sexo normal e chamam de Escape Sexual Total (EST).

O número do Escape Sexual Total (EST) é a quantidade de orgasmos atingidos durante algum tempo estabelecido, como por exemplo, Escape Sexual Total semanal, mensal, anual, etc.

O resultado do número do Escape Sexual Total (EST) para os homens ficaria assim:

Orgasmo semanal mediano: 2,14 para homens entre a adolescência e 30 anos de idade e de 1,99 orgasmos semanal para todos os homens em geral.

No Brasil, segundo a pesquisa Pfiser (A vida Sexual do Brasileiro) esse número de EST seria de 3 orgasmos semanais.

Na ocorrência de 07 ou mais orgasmos semanais, já seria o caso de uma hiperatividade sexual masculina.

Quais são as complicações e perigos?

Complicações Sociais

As pessoas com Comportamento Sexual Compulsivo podem ser responsáveis por algumas complicações sociais sérias. Desafetos com amigos e familiares, envolvimentos policiais, perda de empregos, perda da reputação moral e toda sorte de desadaptação social e familiar em decorrência direta de investidas, assédios e relacionamentos sexuais.
Os valores mais permissivos da sociedade moderna favorecem, sobremaneira, a desenvoltura sexual dos portadores de Comportamento Sexual Compulsivo. Essas pessoas não titubeiam em ceder às facilidades sexuais atuais e não costumam estabelecer limites para sua atividade, podendo envolver-se com menores de idade, prostitutas, homossexuais, enfim, expondo-se a um risco social muito grande.

Complicações Familiares


Os portadores de Comportamento Sexual Compulsivo costumam ser cônjuges complicados. Primeiramente devido ao apetite sexual maior que do(a) parceiro(a), submetendo este(a) a uma atividade nem sempre prazerosa ou desejada. Em segundo, devido às maiores probabilidades à infidelidade e, em terceiro, devido maiores possibilidades de envolvimentos sexuais com amigos ou familiares, aumentando mais ainda o constrangimento.

Texto editado com base nos estudos de Ballone GJ, Moura EC - Comportamento Sexual Compulsivo - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, disponível em www.PsiqWeb.med.br, revisto em 2008.

Nota: Antes que o mal aconteça é preciso procurar ajuda. A compulsão sexual, assim como a compulsão pelo jogo, pelas drogas, pelas compras, ela tem tratamento.
Em geral, os homens não aceitam a sua condição de compulsivos sexuais e isso dificulta a conscientização de que precisam de tratamento.

Campanha:Diga Não a erotização de crianças.Não alimente a pedofilia e não induza ao pecado.Não publique fotos de crianças nuas,com roupas intimas ou de banho.

sábado, 3 de janeiro de 2009

sexo toda hora, é doença?

Por Laura Muller

• QUANDO É DOENÇA?

É quando vira vício, uma compulsão sexual. Mas aí vai além dessa vontade que você sente! A pessoa viciada em sexo é como aquela viciada em drogas, ou em jogo, ou em qualquer outra coisa. Essa pessoa não consegue passar um dia sequer sem ter várias relações, se masturba o dia todo e, mesmo depois de ter tido várias transas no mesmo dia, nunca se sente satisfeita. Nunca está bom. Nunca sai realizada, com aquela sensação gostosa de que curtiu algo muito legal. O vício, que a gente poderia chamar de doença.

• E UMA DICA. Busque o equilíbrio: é muito bom pensar em sexo e sentir prazer. Mas também tem milhões de outras coisas interessantes para pensar e sentir prazer. Abra espaço para tudo isso, mas sem se culpar por sentir desejo sexual. Saudável é quando a gente consegue se encantar com várias coisas na vida. Invista nisso, mas sem abrir mão do que já lhe dá prazer!

Laura Muller
É autora dos livros 500 perguntas sobre sexo - respostas para as principais dúvidas de homens e mulheres e 500 perguntas sobre sexo do adolescente - um guia para jovens, educadores e pais

Campanha:Diga Não a erotização de crianças.Não alimente a pedofilia e não induza ao pecado.Não publique fotos de crianças nuas,com roupas intimas ou de banho.
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