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sábado, 13 de abril de 2019

Perdão e seu poder libertador.


PERDÃO, E O SEU PODER LIBERTADOR.

“Tenho orado muito e pedido a Deus direção, sabedoria e discernimento para todas as coisas, mas ainda não sinto que devo perdoá-lo. Quando penso em restabelecer a vida conjugal, me vem cenas dele com a outra e sinto nojo dele. Estou totalmente perdida !!!”,  desabafa a paciente com sua conselheira.

A ferida na alma dessa mulher é tão grande que ela acha que não deve perdoar o marido, e mais, sente nojo dele e se declara perdida. O perdão é uma questão de escolha, de razão e não de emoção. Sentimentos e emoções, são coisas do coração, então, com um coração ferido vai ser fácil  perdoar? Não vai mesmo.
Perdoar a pessoa que tentou destruir uma  família é algo que chegamos a pensar que não é coisa para humanos, mas para seres divinos. E o cristão é esta pessoa, participante da natureza divina, que tem uma centelha de Deus no seu ser. Creia nisso,  perdão exige renúncia de direitos. Normalmente, em casos assim, nos sentimos no direito de ter raiva, de destruir o outro.

Quero contar algo muito pessoal. Havia alguém que me desafiava todas as vezes que me encontrava. Para um homem ser provocado através de gestos e ameaças verbais é um desafio a sua masculinidade. Fui alimentando um ódio contra a tal pessoa a ponto de armar uma estratégia para tirar-lhe a vida. Então convidei um amigo para que se juntasse a mim, uma vez que também nutria por aquela pessoa o mesmo ódio, ao menos era o que eu imaginava. Mas o que este amigo me disse me desarmou: “Ismael, você está tomando veneno e esperando que seja o outro que morra. Você está querendo queimar a sua casa para matar um rato? Para jogar a água suja da bacia está jogando o bebê junto? É isso que quer fazer?”. Desisti da ideia, mas do ódio não. Passado algum tempo tive uma depressão que foi a causa da minha conversão a Jesus Cristo. A primeira coisa que o meu pastor perguntou foi isto: “ Você está alimentando ódio contra alguém?”. Ao que lhe respondi afirmativamente. Ele disse: “Você vai orar por essa pessoa”. Eu disse: “Não, é certo que não. Não quero e não estou disposto a fazer”. Aí, ele me contou a história do credor incompassivo ( Mt 18) e me mostrou ali que quando não perdoamos alguém, vamos junto com ele para as mãos dos verdugos, ou atormentadores espirituais. Então, querendo a libertação da depressão comecei a orar por ele, mas com um amargo na boca, sem nenhuma vontade e dizia para Deus: ”Vamos lá, para mais uma seção de hipocrisia” e fazia uma oração pedindo que o Senhor o abençoasse. Mas os dias se passaram e fui percebendo alguma mudança em mim, já não tinha mais aquela descarga de adrenalina quando via o meu inimigo, o frio na barriga havia desaparecido. E nesse meio de tempo, Deus foi criando oportunidades e situações de maneira tal que em poucos meses eu estava conseguindo olhar para ele e ele para mim, ao mesmo tempo em que a depressão estava indo embora. Entendi que primeiro obedecemos, depois compreendemos. Hoje eu não ando de mãos dadas com ele, não dou tapinhas em suas costas, mas conseguimos conviver em paz e até já fizemos negócios comerciais. 

No caso do adultério, não tem jeito de trazer de volta a alegria de uma casa, sem antes acontecer a liberação do perdão por parte do ofendido. Com isso mostramos que somos filho Dele e assim Ele nos dá a recompensa. E olha, o perdão deve ser facilitado. Muitas vezes, a vítima do adultério dificulta o perdão ao ofensor. Já vi casos onde a esposa resolveu dar uma lição no marido e fez greve de sexo e permaneceu assim por um tempo maior que o razoável, sabe o que aconteceu? O marido foi embora de vez. Somos estimulados por Jesus a sermos pacificadores, promotores do bem e da paz. E isso é uma condição para a felicidade, “Bem aventurados são os pacificadores, pois eles herdarão a terra” ( Mt 5).
Os danos provocados pela decisão de divórcio são altamente destrutivos e vão gerar consequências ao longo do tempo. As crianças são as maiores vítimas e doenças emocionais e transtornos de comportamento podem ser esperados, por mais tranquila que possa parecer a escolha.
Arrepender-se, abandonar o erro, pedir perdão e ser perdoado e assim reconstruir a vida é a melhor opção.
"No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor, ...” Isaías 30:15
A primeira coisa que os envolvidos devem fazer é pedir perdão pelos pecados cometidos, incluindo aí, os cometidos contra o cônjuge, contra a família e contra Deus.
O arrependimento deve ser genuíno e não somente porque deu errado. Deve-se buscar isso, procurando transformar a tristeza em arrependimento conforme Paulo ensina aos coríntios:
“2Co 7:10- Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento, para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.”
Ficar triste com o fato ocorrido por si só não move o mundo espiritual. A tristeza transformada em arrependimento diante de Deus, essa é que gera algo novo no mundo espiritual, a vida.

Que o perdão seja completo.

O perdão é o melhor remédio para conflitos, é a ferramenta de Deus para por fim a eles. Perdão é questão de inteligência, pois o não perdão acarreta doenças psicossomáticas e autoimunes, tanto é assim que muitos casos de canceres são desencadeados após problemas de relacionamento como perdas, rupturas, mágoas e ressentimentos prolongados. Entendeu porque é questão de sabedoria. Mas não podemos pensar o perdão sob essa perspectiva apenas, seria muito egoístico demais. Creio que devemos perdoar para sermos perdoados, para não adoecermos, mas essencialmente por amor. Quem ama pessoas imaturas sabe de antemão que pode ser ferido, logo, deve antecipadamente estar preparado para perdoar quando necessário. O problema que é que somos imaturos em alguma área da vida, e a possibilidade de errar a qualquer momento está sempre presente.
Muito bem, uma vez decido perdoar como deve ser esse perdão? Daquele tipo que diz: “Eu te perdoo, mas fica longe de mim!”. Ora, se a decisão é pelo perdão, então que seja o perdão completo, total, nada de meio perdão, pois meio perdão é não perdão.
Que o teu coração seja sempre sábio para discernir o bem do mal, o certo do errado, o justo do injusto e que em meio a isso, reserve um espaço a para a graça e a compaixão para com os mais fracos, aqueles que ainda não amadureceram onde você já amadureceu.






O QUE VAI TRAZER A CONFIANÇA DE VOLTA?
Confiança é um sentimento de que o outro vai se comportar de forma esperada e desejada, isso, baseado em um relacionamento anterior onde houve uma prova de merecimento. Ela leva tempo para ser adquirida, mas deixa de existir em poucos minutos.
Quando há a quebra da confiança, é possível voltar a ter a segurança e confiar de novo, não é tão fácil, mas perfeitamente possível.
A pessoa traída tem que melhorar a sua autoestima para não se sentir inferior e agravar suas crises de ciúmes. Depois, à medida que o tempo vai passando, experiências boas vão sendo vividas, a insegurança vai indo embora desde que não haja fatos novos para atrapalhar. O parceiro ofensor deve contribuir tendo uma vida transparente e com disposição para dar explicações. Provas de merecimento serão necessárias. Haverá situações em que eles têm de negociar, por causa da incapacidade de prever o comportamento do outro. Com o tempo e correção de atitudes, transparência e paciência, a confiança estará voltando. É um período de reconstrução e não se pode exigir a confiança do outro sem antes dar mostras seguras, aprovadas pelo tempo, de que houve mudanças.


AS RECAÍDAS EMOCIONAIS.
Um marido a quem ajudávamos num momento de desespero após ter notícias do adultério da esposa nos confidenciou:
“Pastor, eu já perdoei ela, estamos procurando ajustar bem nossas vidas, já decidimos que o melhor é botar uma pedra sobre o acontecido, porém, às vezes, especialmente quando minha alma anda vagueando, de repente me vem um pensamento terrível. Um ódio me invade o peito e tenho vontade de ir de encontro a pessoa que se envolveu com minha esposa e atacá-lo com um pedaço de pau. Na verdade, naquele instante, penso mesmo em matá-lo a pauladas.”
Isso é uma recaída, e é muito normal que aconteça. Por algum tempo esses pensamentos e sentimentos podem surgir do nada. É preciso ter calma, não deixar a mente vaguear. O segredo é não ruminar, não trazer de volta palavras, imagens, fatos. Ressentir é sentir de novo um mal. Mude o foco, desvie o pensamento, não alimente os desejos da mente que é de ficar remoendo o acontecido. Um período de oração pode trazer libertação necessária.
Prestou atenção nessa carta acima. Minha mãe dizia que o Diabo ajuda a fazer, mas não ajuda a esconder.

Não abra novas feridas.
“A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Pv15.1
É preciso tomar cuidado nesse momento porque as palavras também tem um poder destrutivo muito grande, tão ofensivo quanto o adultério em si. Especialmente aquele que errou, deve redobrar a sua paciência e tolerância com eventuais desequilíbrios da pessoa ferida.
É preciso tomar algum cuidado para que o fato adultério não se transforme em uma obsessão, quando só se fala nisso, briga a todo instante e a coisa parece que não vai mais ter fim. Muitas vezes o casal está caminhando bem, tentando reaver o que perderam e de repente se levanta, no momento impróprio, as velhas acusações e a alegria vai se embora. Isso não é bom. O casal deve limitar o tempo que fala sobre o assunto, caso contrário, esse tema se “assenhora” da vida do casal impedindo que a confiança comece a renascer.
Quando estiverem dialogando, procure fazer de modo civilizado e amistoso, caso contrário, o outro pode chegar a conclusão de que realmente não vale a pena continuarem juntos. Os ânimos vão estar alterados, mas não se pode perder o controle. Procure tratar um problema por vez. Fazer uma pilha de acusações e lançar sobre o outro só vai aumentar a tensão e não haverá tratamento adequado.
A Bíblia nos conta a história de um casal em um conflito, e a mulher diz::
“Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim.” Ct 7:10
Ela o tinha tratado com descaso, mas se arrependeu e o buscou para uma reconciliação. Ela fez isso de maneira apaixonada. Ela é uma mulher que provoca saudades nele e não afastamento. Tem pessoas que se desequilibram, perdem a moderação e empurram o outro para mais longe ainda. E às vezes o empurrão é tão forte que o outro cai no colo de alguém.











COMO APAGAR DA MENTE IMAGENS,
CENAS E LEMBRANÇAS RUINS?
Bem, na verdade, esquecer não é possível, mas vai chegar um tempo em que a dor já não será tão aguda. A mente humana vai perdendo o registro , a nitidez, à medida que o tempo vai passando. Mas de imediato, o caminho é substituir pensamentos ruins por aquilo que nos dá esperança, não deixando a mente se fixar naquilo que faz mal. A Palavra de Deus é algo bom para a cura dos sentimentos. Faça lista de promessas de vitórias, de texto que encorajam, recite, declare textos que edificam a fé, e assim, se podem apagar as setas inflamadas que ferem a alma. Tenha nas mãos canções que tragam mensagens positivas, para assim não deixar a mente vazia, mas sempre ocupada com coisas saudáveis.
Diante de quadros assim, você tem que fazer uma escolha em seu coração, escolher viver, refazendo a vida esquecendo-se das coisas que para trás ficam, veja o que Deus aconselha :
“Esqueçam o que se foi: não vivam do passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto ou abrir um caminho e riachos no ermo.” Is 43:18-19 ".
Duas coisas Ele manda fazer, esquecer o passado e se preparar para o novo que Ele vai fazer acontecer. Esquecer não é tão simples assim, mas é possível treinar a mente para não aceitar que ela fique trazendo (ruminando) fatos, imagens, palavras, e atitudes que aconteceram e marcaram a vida, ou seja, não autorize, não permita ficar pensando, pensando, pensando e sofrendo.
E fazendo assim, ao mesmo tempo, prepare a sua mente para o novo que Deus irá fazer. É preciso crer que Deus não irá destruir você, mas sim, irá redirecionar sua vida colocando um fato novo no seu coração de forma que possa superar o passado. Tenho estado com pessoas que passaram por
esse mesmo problema, e posso afirmar que a vida delas foi redirecionada. Os três últimos casais com quem tive contato, todos eles se apegaram com Deus com toda força e passaram e estudar sobre relacionamento conjugal e por fim quando se deram conta estavam liderando grupo de casais, ministrando, testemunhando ou organizando eventos em sua igreja. Não que isso tenha que ser exatamente assim, mas é certo que o novo de Deus sempre vem, de forma inesperada, grandiosa, sobrenatural. Esse novo são os rios no deserto que ele diz que abrirá.
O grande erro é afastar da igreja, pois ali é onde a fé é alimentada, onde a esperança se renova. Veja, uma brasa não pode ficar fora do braseiro.
Continuar sofrendo apenas não vai resolver e de fato a vida corre perigo, a saúde emocional, os relacionamentos, tudo vai perdendo o brilho. Chega um momento que é o tempo de se levantar do choro, fortalecer-se em Deus, e buscar de volta a alegria conjugal que se perdeu ( leia sobre isso em ISm 30).
Já passei por maus bocados em minha vida também, e um dia, quando tudo estava escuro, alguém me disse: Ismael, o Diabo é covarde e ele irá te empurrar para que você caia, e irá fazê-lo pelas suas costas, e então, quando ele te empurrar, você tem que estar posicionado de uma forma que você irá para mais perto dos pés de Jesus, ainda que caia, mas caia aos pés do Senhor. E funcionou comigo, quando a crise chega, eu me apego com Deus, me silencio, aquieto, e fico em oração, converso com Ele e procuro palavras na Bíblia nas quais eu devo me firmar. Uma delas que sempre uso é esta: " Por que a mim se apegou em amor, eu o livrarei, pô-lo-ei a salvo, e o glorificarei porque conhece o meu nome." Sl 91.
Tome a decisão de viver e de refazer sua história com a ajuda e na força de Deus.
Tentar controlar o outro através de ciúmes não funciona por muito tempo.
“Há dois meses meu esposo foi participar de um treinamento de 5 dias em um hotel com a empresa, e lá conheceu uma moça e acabaram trocando telefone. Depois de alguns dias marcaram para sair e meu esposo me traiu com ela. No mesmo dia, Deus teve misericórdia de mim e me mostrou a traição. Quando ele chegou em casa foi mandar uma mensagem pra ela e "sem querer" enviou a mensagem para o meu celular. E Eu descobri tudo. Ele jura que não passou de beijos, que se encontraram em um restaurante e aconteceu isso. Eu, em desespero, fui para casa dos meus pais, chorava muito, descontrolada, sem acreditar no que tinha acontecido. Imaginar que eu marido, depois de 10 anos juntos, havia beijado outra mulher. Ele também entrou em desespero no trabalho, ligou para os pais dele que também se desesperaram. Desestruturou toda nossa família. E depois de dois dias ele foi na casa dos meus pais me pedir perdão, chorando, se mostrando arrependido, dizendo que não sabia como fez aquilo. Resultado: eu o perdoei! Voltei pra casa, nós estamos juntos pela misericórdia do Senhor. Ocorre que já se passaram um mês e meio e eu ainda choro muito, sinto dor quando lembro do que aconteceu, às vezes não me conformo, pergunto “porquê” se o nosso amor sempre foi tão bonito, como ele se deixou envolver?
Bom, mas o que fazer diante de um quadro assim. Vai tornar-se um fiscal do outro, vai policiar a vida dele, vai prendê-lo numa gaiola? Isso, num primeiro momento de desespero pode até funcionar em parte, mas ninguém aguenta viver assim por longo período. A confiança tem que logo ser restabelecida, e a medida que vão caminhando juntos a cura vai acontecendo paulatinamente. Trabalhando com uma mente investigativa e desconfiada só vai dar continuidade a um processo de distanciamento.

Por Ismael R Carvalho

sexta-feira, 13 de março de 2015

Perdão completo.

"Assim como meio salto não atravessa abismo, meio perdão e meia chance não aquietam tempestades de um relacionamento, apenas suscitam novas ventanias. Decidiu perdoar? Então perdoe por completo."



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Roberto Shinyashiki " A sabedoria do perdão."


Por Roberto Shinyashiki, editora Gente , “ O segredo dos campeões”.

As pessoas são seres imperfeitos em busca de perfeição. Nessa busca para fugir da dor e criar prazer para si próprias, elas podem nos ferir sem querer. Em nossos encontros é inevitável que sejamos machucados e que machuquemos também.Faz parte da essência humana viver todas as nuances de emoções, mas devemos lutar para não sermos escravos delas...Faz parte de nossa personalidade ter ciúme, inveja, mágoas, ressentimentos, mas não podemos deixar  que esses sentimentos tomem conta do nosso coração. É triste ver alguém que permitiu que as dores de seus relacionamentos amorosos dominassem seu coração e a transformassem em uma pessoa amargurada. É fundamental estar sempre de coração limpo. Deixar no passado as mágoas, os ressentimentos e tudo o que nos impede de trabalhar para realizar nossos sonhos. ...Faça o melhor para você, mesmo que isso indiretamente beneficie as pessoas que você imagina que o magoaram. Perdoar é sempre bom, por maior que seja a sua dor. Por isso deixe as mágoas no passado. Como disse Jesus Cristo: “Perdoai as nossas ofensas , assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
Compreenda que, ao se sentir ofendido, você se prende à pessoa que o magoou em vez de libertá-la. Certo dia eu conversava com uma amiga cujo marido a abandonou para se casar com outra. Ela me falou de sua dor e de tudo que planejava fazer para se vingar dele. Eu perguntei: - O que você quer? Tê-lo de volta ou machucá-lo o máximo possível?  É importante  perceber que machucá-lo não vai aliviar sua dor  nem fazê-lo voltar. Gastar sua energia nessa vingança não vai libertar o seu coração para criar o verdadeiro amor para você.Ele poderá até voltar por causa da culpa, mas trará o inferno junto dele. As pessoas com baixo estima procuram destruir as que estão felizes. Quando alguém tem inveja de uma pessoa, acaba por considerá-la um obstáculo à sua felicidade. Aja sempre como um ser especial que reconhece a grandeza que existe em cada um. Destrua o hábito de pensar mal das pessoas e procure concentrar sua atenção nas virtudes delas. E, principalmente, faça sempre o melhor para você, sem pretender magoar as pessoas que você acredita terem lhe causado mal.

Perdão ao cônjuge infiel e adultero

Por Pastor Ismael Roselei de Carvalho.


O amor é o que nos identifica como sendo filhos de Deus, cristãos, seguidores do Cristo. E no amor devemos ser aperfeiçoados e nele seremos reconhecidos. As pessoas quando precisam traçar o nosso perfil, elas não olham para a nossa condição de membro de uma igreja ou outra, mas sim, para a forma como tratamos as pessoas, como nos relacionamos. Elas procuram ver em nós o amor se manifestando e assim elas concluem se, de fato, somos de Deus ou não. Sendo de Deus, espera-se que tenhamos um comportamento parecido ao de Cristo. O interessante é que o amor de Deus mais se revela quando a pessoa menos merece (...mas que precisa). E quanto a nós? Como trataremos as pessoas as quais amamos, mas que rejeitaram o nosso amor? Como reage o marido que amou apaixonadamente a sua esposa, mas foi traído no seu amor, com um caso de infidelidade. Vamos pensar nos seguidores de Cristo....Como eles reagem? Há quem faz de conta que está tudo bem, protegendo assim a sua própria reputação, mas que já decidiu no seu coração que não amará mais aquela mulher, outro há que sem detença correrá para o divórcio, e por fim, restam aqueles que amam com um amor incondicional, o amor que tudo espera, tudo suporta, tudo crê, e que fará o melhor para trazer a sua amada de volta à verdade, à lucidez, e assim, a redimir de sua vergonha.  Esse  é o que dará uma resposta esperada por Deus. Mas como oferecer um amor assim, a quem não merece? Sabe como? Primeiro é preciso receber do próprio Cristo este amor para depois oferecê-lo a alguém. Eu só serei capaz de amar assim quando compreender que mesmo tendo rejeitado o amor de Cristo, mesmo O tendo traído, ele me redimiu de minhas misérias e vergonhas e me trouxe para si mesmo. Ele me quis, apesar de mim. Ele acreditou na minha mudança de coração. Ele passou pela minha vida, me viu e me tomou, eu eu fui dele. E essa é a palavra que ofereço aos irmãos, especialmente, aos homens, que não estão conseguindo conviver com um ato de infidelidade; que querem perdoar, mas não se perdoarão a si mesmo se tomarem essa decisão; que se sentem o pior dos homens quando se olham no espelho e se enxergam como um fraco e covarde e que muitas vezes já desejaram se apoderar de uma arma e do seu modo ( ou do Diabo) ajustar as contas.
Olha, essa semana estive lendo uma estatística de divórcio e separações na Inglaterra e França, nesses países , o índice é de 10% de separações enquanto no Brasil estamos aí em torno de quase 50% de divórcios. Sabe por que essa diferença? Eles administram  melhor, eles perdoam mais facilmente a questão da infidelidade. Eles não tem  a cultura de destruir a vida do infiel, mas sim,  de que é melhor investir no relacionamento antigo do que desistir. Nós achamos que somos mais de Deus ( "Deus é brasileiro"), mas quando nos deparamos com um quadro trágico assim, queremos destruir a vida do outro, ou simplesmente desistimos. Talvez seja a hora de deixar as nossas tradições e cultura e comprarmos a cultura de Cristo, a cultura do perdão. O nosso “sangue quente”, ou  “sangue de barata”, precisa ser substituído pelo sangue de Cristo.Faça isso e viva.

Fique com Deus, fique em família.

Com carinho, Ismael e Cleire, Casados em Cristo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Com a palavra, a esposa: "Tudo vai ficar dez de novo"


“ Tudo vai ficar dez de novo.”

Um casamento é feliz quando você se apaixona novamente depois de ter pensado que perdera a paixão. Isso acontece quando você escolhe calar em vez de procurar briga. Às vezes eu acho que tenho um casamento feliz e em outros momentos  acho que poderia ser melhor. Mas uma coisa que possa dizer, quando não tenho certeza se estou realmente contente, é que ainda o amo e me importo com ele. Em uma escala de um a dez, eu dou dez para quando as coisas estão indo superbem. Quando não estão bem, provavelmente é entre três e cinco. Em ocasiões assim, eu me cobro para ser um pouco mais atenciosa, paciente e amorosa, para logo ficar dez de novo. Acho que considero um casamento bem sucedido como uma coisa que não vai parecer sempre feliz, mas na verdade é, se você ficar firme nas horas difíceis.” 

Jayne,  43, treze anos de casada.

Extraído do livro:" Os segredos das mulheres felizes no casamento."

domingo, 16 de dezembro de 2012

Estou envergonha por ter dado uma segunda chance ao meu marido.

Aconselhamento conjugal por Pastor Ismael Roselei de Carvalho.


A paz do Senhor!!

Pastor,  há tempos tenho visto suas mensagens, pregações e acompanhado seu site.
De início quero ressaltar que há 4 anos e meio entreguei a minha vida para Jesus e nunca foi desejo do meu coração a separação conjugal.
Sou casada há 14 anos tenho um filho de 9 anos já educado nos caminhos do Senhor. Meu esposo não é convertido .Conheci Jesus em meio ao sofrimento do adultério no começo paguei com a mesma moeda, mas DEUS só me machuquei mais e mais ,me arrependi,enxerguei o conceito que DEUS tem sobre família e comecei a batalhar por ela.
Meu esposo sempre foi adultero começou com mensagens, depois telefonemas e por ultimo a consumação do ato sexual.
Sempre achou que o casamento é um fardo, final do ano passado chegou ao extremo saiu de casa, foi morar com a mãe, queria liberdade, começou a namorar uma pessoa e isso durou 3 meses, se arrependeu pediu para voltar como exercia alguns cargos na igreja onde sou membro o pastor esta por dentro da situação, conversou com ele e parecia que estava querendo mudança.
Não demorou muito e ele começou a frequentar uma igreja mais perto da nossa casa que é benção também para acompanha -lo comecei ir também afinal somos um casal meu pedido para DEUS sempre foi a salvação e conversão dele não especifiquei placa de igreja.No começo estava tudo bem ele participa do ensino bíblico, das reuniões dos homens e dos cultos aos domingos...mais isso foi diminuindo com o tempo , comecei a notar mudança de comportamento e descobri que anda trocando mensagens novamente, hoje ele não quer separação mais pastor estou tão cansadas da mentiras eu sei quando ele mente, tenho convicção e ele insiste na mentira. Meu filho entra em desespero pelo período que ficamos separados desconheço uma criança que ora tanto pela conversão do pai como ele, as irmãs da igreja até comentam porque qualquer motivo de oração ele levanta a mão e já fala pela conversão do meu pai... Falo isso com lágrimas nos olhos porque sei da pureza da oração dele.
O fato é que quando voltamos meu marido prometeu 1000 coisas pra mim e para DEUS, prometeu servi- lo, prometeu que se arrumasse um emprego bom o nome DELE seria glorificado e outras coisas, mas ele fraqueja na área da prostituição, consegue despir uma mulher com os olhos, pega telefones para ligar se passa por solteiro, sem filhos etc e mente demais. Fala que vai mudar, que gostaria de ser como os irmãos da igreja na fé, mas que não consegue. Hoje não estou na minha antiga igreja, deixei meus ministérios, sinto falta de trabalhar para o SENHOR, frequento a igreja que íamos juntos, mas ele dificilmente vai.
Estou cansada pastor, carrego o fardo da vergonha por ter dado outra chance, acreditei nele, algumas pessoas não aprovaram e hoje não tenho ninguém para desabafar, sou eu e DEUS, ando muito abatida, não confio mais nele, estávamos começando a reformar nossa casa o material esta todo comprado.... a TRAIÇÃO faz com que você se sinta um LIXO... Um nada..... Eu sinceramente não entendo o porque da dificuldade das pessoas obedecerem e servir a DEUS...Eu sei que DEUS odeia o divórcio.... Se fosse pedir um presente para o PAPAI do CÉU agora pediria a fidelidade de meu marido para com DEUS, pois quando ele for fiel a DEUS consequentemente será fiel a mim... Me perdoe o desabafo mais vejo com DEUS tem usado o você seu ministério é um BENÇÃO!!!

Irmã, paz. 

Eu fico triste por saber que as coisas andam mal na sua casa. Não deixe a vergonha te destruir, pois você fez o papel de uma esposa cristã. 
Quanto ao seu marido, seria bom estudar o caso e ver se ele não é um viciado em sexo, um compulsivo sexual. Se ele for compulsivo, você poderia comparar isso ao vício das drogas, da bebida ou do jogo, pois acaba sendo algo muito forte, e ele precisa de ajuda para superar, e as quedas deverão ser levadas em conta. 
Se eu estiver certo no que penso, ele precisa ser esclarecido sobre compulsão sexual. Tem que perceber que esse desejo sexual exagerado é perverso e precisa ser contido de alguma forma. Talvez ele não tenha se dado conta que também está em sofrimento. 
Um compulsivo sexual costuma pensar que é muito macho, e não vê que é na verdade um doente. Pensa em sexo o tempo todo, só fala disso, quer sexo a toda hora. O desejo consome o seu tempo e energia. Se fosse possível conversar com os amigos de trabalho talvez eles confirmassem esse perfil dele. 
Normalmente um compulsivo sexual acaba indo mal no trabalho, no relacionamento familiar perde a esposa, os amigos se afastam e a vida vira um inferno. E ele continua achando que é muito macho, mas na verdade é um escravo. Convide-o para uma consulta a um psicólogo cristão, quem sabe uma terapia, sempre ajuda. E se não for nada disso, estando eu equivocado, então, talvez,  seja algum problema entre vocês dois. Como vai a vida sexual? Faça uma experiência, ofereça a ele um bom sexo, com inovações e procure fazer tudo para melhorar o relacionamento e veja o que acontece. De repente pode ser que esteja havendo uma não satisfação entre vocês dois.Se você tem bloqueios sexuais, se tem algumas dificuldades, leia o livro de cantares e veja as coisas que a esposa sulamita fala e faz para o seu marido. Ela é uma mulher proativa sexualmente, ela o procura, prepara o ambiente, traz perfumes, o provoca, o convida para o amor, enfim, uma série de coisas para incrementar a relação. E Salomão chega um momento que diz: “Oitenta são as rainhas, 60 são as concubinas, e um número incontável as virgens, mas uma é a minha amada”. Eu vejo que ela conquistou o coração dele através de um bom sexo. Claro que eu sei que o seu coração pode não estar disposto a passar por esta experiência, mas tente, alguma coisa tem que ser feita. Tem um livro muito bom, “Amor, tudo que ela quer, Respeito, tudo que ele precisa”, e o autor, Emerson Egherichs, fala sobre um ciclo insano (doentio) que por vezes se instala na vida do casal, ele não lhe dá amor e ela por sua vez, não lhe dá respeito, e assim, ninguém abre mão. E a proposta é exatamente esta, um dos dois quebrar o ciclo insano e iniciar um ciclo virtuoso, e para isso, não se pode ser  levado por sentimentos, mas tratar o tema como uma coisa racional, um esforço de cura.
Sabe querida, eu creio que as nossas orações, ao menos boa parte delas, deveriam vir acompanhadas de atitudes condizentes com o que foi orado, e quando isso acontece , Deus vê a nossa fé e o nosso querer por aquilo que foi pedido na oração e isso, aos meus olhos, sempre comove o coração do Pai. Se você está pedindo um marido fiel, então comece a oferecer-lhe um bom sexo. Se você pede um marido convertido, então fique firme na igreja e firme com Deus ( não fique trocando de igreja, você perde vínculos com pessoas que poderiam te ajudar).
;Faça isso e depois a gente volta a se comunicar, e creia na intervenção de Deus, eu sempre acredito que a “cavalaria” celestial vai chegar e me livrar do mal. Deus sempre nos dá um escape quando confiamos totalmente Nele.
Fique com Deus, fique em família.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Os homens tem dificuldades em falar sobre amor e arrependimento.

Para os homens "falar não resolve nada" , o que importa é a "ação" . Esse é o pensamento da grande maioria masculina.Eles são criaturas mais de ação do que de palavras.
É verdade que podem aprender a verbalizar sentimentos e também a reagir melhor aos sentimentos de outras pessoas, mas isso já não é algo natural para eles, é um esforço, uma busca deliberada.
Você já ouviu algo assim : "Eu já te falei que te amo, o que você quer mais?"  É o seu marido falando que te ama. Os homens falam para "relatar " algo, as mulheres falam para " construir uma harmonia".Eles se comunicam de um modo lógico, e elas se comunicas de um modo emocional.
Houve um tempo em que nós morávamos na fazenda e as nossas estradas ofereciam duas coisas, barro em dia de chuva, ou poeira em dias seco. E quando íamos para a igreja, chegávamos lá com nossos sapatos sujos. Agora, imagina o sofrimento da Pastora Cleire. Ela brincava que era a pastora do pé sujo. Então quando chegávamos na porteira onde ela tinha que descer para abrir, eu , sem dizer nada enconstava o carro o mais próximo possível da porteira, evitando assim que ela sujasse muito  o pé no pó ou no barro. E, às vezes, alguém dentro do carro logo questionava: "A porteira abre para o nosso lado!!" E não entendiam o porque eu encostava tanto o carro na porteira, se depois tinha que dar uma marcha ré. Aquela era uma maneira de declarar que amava Cleire e que queria o melhor para ela. Os homens preferem fazer do que falar.
Saber que os homens são assim, coloca você mulher  em condição de entender melhor o modo pelo qual ele expressa amor e arrependimento, e que é diferente do seu modo.

Se para você ouvir algumas coisas românticas é importante, então, você terá que ensiná-lo, deixando claro que ele não será menos homem por isso.

Se o seu marido não se declara para você,  dificilmente pede perdão, e tem dificuldades em dizer obrigado. É bem provável que você esteja diante de um ser humano do sexo masculino que te ama, mas não foi treinado para isso, mas que nem por isso é mal, ou tem desamor por você.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Testemunho: A luta de um homem de Deus contra a pornografia.

Um desgraçado como eu

A maioria das pessoas não quer ouvir líderes cristãos admitindo seus pecados, nem dizendo que ainda há ocasiões em que pecam.
Por George Werwer

Em uma ocasião, contei minha história e, pouco depois, um dos navios de nossa missão naufragou. Uma pessoa me escreveu que o julgamento de Deus estava sobre mim (na verdade, queríamos substituir o navio. Ninguém saiu ferido no naufrágio, que consideramos uma bênção de Deus). Então, passei a esperar esse tipo de resposta.
A maioria das pessoas não quer ouvir líderes cristãos admitindo seus pecados, nem dizendo que ainda há ocasiões em que pecam. E muito poucos querem ouvir um líder dizer que sabe conviver com sua natureza pecaminosa. Mas eu aprendi. E declarei isso em público.
Eu não diria que minha tentação para a pornografia é um vício. Não tenho sido exposto a ela com freqüência. Não a procuro na internet, não pago por ela. E não tenho acesso constante às revistas desde a adolescência.
Uma vizinha orou por mim durante dois anos, disse ela, e passei por uma experiência poderosa de conversão quando tinha 16 anos, em uma cruzada de Billy Graham. Depois disso, soube que a pornografia tinha de ir embora e queimei as poucas revistas que tinha. Se eu não tivesse me convertido, a pornografia poderia ter se tornado um vício terrível. Ainda assim, durante a maior parte de minha vida adulta, enfrentei tentações horríveis e caí algumas vezes.
Posso dizer com sinceridade que, com o passar dos anos, parei de procurar pornografia. Ela vem até mim. E me pega de surpresa. Uma vez, quando me dirigia para uma reunião estratégica em Edimburgo, na Escócia, encontrei uma revista no banheiro. Aconteceu de novo quando eu estava a bordo de um navio, indo para a Escandinávia.
Um momento de decisão aconteceu cerca de 30 anos atrás, quando eu caminhava pela mata, nos arredores de Londres. À distância, vi alguma coisa pendurada nos galhos de uma árvore. Era uma revista pornográfica, toda furada por balas. Alguém a pendurara ali para servir como alvo. Subitamente, passei a ser o alvo.
Gostaria de poder dizer que destruí a revista e saí vitorioso, mas a verdade é que, naquele dia na mata, a revista me fez de gato e sapato.
Fiquei na mata bastante tempo, depois de meu episódio de luxúria com a revista, antes de conseguir me arrastar de volta à cruz e pedir perdão. Depois disso, na maior parte das vezes, fui capaz de suportar as tentações de Satanás. Gostaria de poder dizer que isso acontece todas as vezes, mas seria mentira.
E, lá na mata, descobri uma nova postura diante de meu pecado: quando peco, peço perdão. Todas as vezes.

Qual a verdadeira aparência da vitória?
Como é a vida vitoriosa para o pecador? Ausência de pecado? A derrota de Satanás em todas as tentações? Terminar o campeonato sem uma derrota sequer? Se for essa a medida, então estou fora. E, acredito, todos falhamos, e continuaremos a falhar, sem alívio.
No meu próprio caso, dando a mim mesmo o benefício da dúvida, calculo que consigo resistir, talvez, em 95% dos casos de tentação. Porém, como o número de tentações que enfrentamos é enorme, ainda há quedas demais!
Claro que nos 45 anos de minha vida cristã, falhei, e não apenas na área da luxúria. Existem pecados muito mais graves do que relação sexual com uma revista. Para mim, os maiores problemas são irritabilidade e raiva. Para outros, arrogância, acusação ou legalismo.
Vida vitoriosa, tendo em vista nossa natureza pecadora, não é ausência de pecado, mas sim saber o que fazer quando pecamos. Em 1 João 2.1, a Bíblia diz: “não pequem”. O desejo de João era que seus seguidores não pecassem. Mas o versículo prossegue: “Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.
Quando peco, estou pronto a confessar rapidamente. E, quando confesso, acabo com o poder de Satanás, o enganador, o adversário que deseja me fazer acreditar em mentiras (“eu não fiz nada errado”, ou “meu pecado é tão horrível que não sirvo mais para trabalhar para Deus”).
Pela confissão sincera, minha força para lutar contra a próxima tentação aumenta muito, pois sei que o inimigo não tem nada que possa usar como acusação contra mim. Cristo é meu defensor diante do Pai, Ele afirma que fui perdoado. Satanás não tem nada a dizer.
Nunca duvidei, desde o momento da conversão, da palavra de Deus sobre seu amor por mim. É essencial entendermos que Deus nos ama e nos aceita – inclusive quando falhamos. Essa verdade tem me sustentado. Mesmo rejeitado por causa de meus pecados, ou por falar neles, sempre senti o amor de Deus. Nunca duvidei da palavra dele quanto ao amor por mim. Tenho um convite em aberto para voltar a Ele assim que estou pronto a admitir que, mais uma vez, o pecado me venceu.
O amor de Deus não é uma licença para pecarmos. Graça, sem disciplina, pode levar à desgraça. Embora Deus perdoe minhas desgraças, como líder cristão, se houver muita desgraça, minha credibilidade e a capacidade das pessoas confiarem em mim acabarão. Paulo falou: “esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1 Coríntios 9.27). Se eu não tivesse enfrentado meu problema logo e o mantivesse em uma área restrita de minha vida, o pecado poderia ter crescido ao ponto de me desqualificar. Só pelo poder de Cristo sou capaz de me colocar sob sujeição.
Passei a prestar contas à minha esposa sobre a área da lascívia, e ela tem sido uma imensa fonte de afirmação para mim. Ora por mim, ouve quando conto as lutas ocasionais e jamais me condena. Lembro que contei a ela, hoje já mais velho, que uma olhadela rápida em pornografia havia causado um grande impulso físico em mim. “Bem,” disse ela, “pelo menos isso prova que você ainda tem alguma coisa”. Posso ser sincero com minha esposa, e ela comigo.

Um pecador ensina pecadores
Esforcei-me para sustentar as pessoas que me procuraram para um relacionamento de orientação. Como criaturas inclinadas ao pecado, somos incapazes de controlar sozinhos nossos pecados. Precisamos de gente que aceite que somos pecadores e que nos impeça de ceder ao pecado.
Meu ministério mais especial como “mentor” começou com minha confissão em público. Fui convidado para falar na conferência missionária em Urbana (EUA), em 1967. Minha mensagem não tratava de missões. Falei sobre pecado sexual.
Foi a primeira vez que dei testemunho para um grande público. Alguns ficaram incomodados com minha franqueza, mas disse a esses jovens que eles, como eu, precisavam se arrepender da imoralidade sexual. Cerca de 4.000 se responderam ao apelo, muitos chorando de arrependimento.
Já preguei três vezes em Urbana depois disso e, todas as vezes, as pessoas me cercam à procura de alguém que as ouça a respeito de suas lutas sem as condenar, e as leve de volta a Cristo.
Um jovem que estava no campo missionário me escreveu, pedindo que eu me encontrasse com ele na fronteira do país em que estava. Sofria muito por seu pecado. Não conseguia nem verbalizar; então digitou em uma página a descrição de seus vícios. Eu o coloquei como meu companheiro de trabalho por um ano (sempre tive alunos viajando comigo). Assim, tivemos tempo para trabalhar nos problemas dele, que voltou ao campo missionário e hoje tem uma esposa e uma família maravilhosas.
Ele precisava de alguém que lhe dissesse, com base na experiência própria, que há esperança. Com muita freqüência a igreja dá idéias falsas sobre santidade. Todos nós queremos amadurecer em santidade, mas leva tempo. O crescimento vem com a idade e a experiência. Princípios legalistas não são a resposta para o mistério do pecado humano. Aconselhei aquele jovem a buscar o equilíbrio entre graça e disciplina.
E o incentivei a ler mais. Livros sobre os heróis da fé têm de ser fermentados com a aclamação sincera dos fracassos deles. Até os maiores de nós são tão pecadores quanto santos. Precisamos mirar exemplos realistas dos que buscaram padrões santos e, dando dois passos à frente e um para trás, nos aproximarmos deles.
Líderes que admitem sua vulnerabilidade e até suas falhas, mancam. Porém, suponho que seja isso que faz com que os feridos consigam alcançá-los e pedir ajuda.
O serviço a Deus é acessível aos deficientes.
Ainda jovem na fé, eu estava na porta de uma boate em Indianápolis, distribuindo folhetos. A programação da noite chamou minha atenção, e logo eu estava sentado na terceira fila, assistindo o show. Era strip-tease. Em poucos minutos, fui tomado de emoção. Percebi onde estava – o evangelista, com os bolsos repletos de folhetos, olhando com cobiça as jovens que tiravam a roupa, peça por peça. Corri para fora, fui até o ponto de ônibus mais próximo, onde havia uma cabine telefônica. Não peguei o fone, mas chamei Deus.
“Ó Deus!”, clamei. “Perdão, perdão”.
Não senti o perdão, mas sabia que Ele havia prometido nos perdoar. Minutos depois, comecei a dizer a mim mesmo: “Fui perdoado. Obrigado, Senhor”. E saí da cabine.
Mas, depois do perdão vem a condenação. “Deus não pode usar você. Você o decepcionou”, disse o acusador.
Antes que eu conseguisse dizer qualquer coisa, um homem andou em minha direção. Pensei que ia me perguntar sobre o horário do ônibus, ou alguma outra informação, mas ele começou a me contar seus problemas. Em poucos minutos me perguntou: “Qual a solução?”. Uma hora mais tarde ele se ajoelhou perto do Memorial de Guerra em Indianápolis e entregou a vida a Jesus Cristo.
Eu nunca conseguiria inventar uma história tão boa.
Satanás queria me ver na boate, afundando cada vez mais na degradação da luxúria e da pornografia. O segundo plano era me fazer ficar preso na angústia da cabine telefônica pelo resto da vida. Porém, pela graça de Deus, pelo meu arrependimento e no recebimento do perdão pela fé, voltei ao plano de Deus e Ele me usou para levar aquele homem à salvação.
Se algum dia eu viesse a precisar da evidência do perdão e da restauração, já tinha.
Sou um pecador. Venho me fortalecendo com o passar dos anos. Arrasto-me até a cruz quando peco e descubro que Deus ainda me ama, continuando a me usar para levar outros a Cristo. Isso é graça, concorda?

George Werwer é diretor internacional de Operação Mobilização, organização missionária mundial com sede em Londres, na Inglaterra.

Copyright 2008 por Christianity Today International



Campanha:Diga Não a erotização de crianças.Não alimente a pedofilia e não induza ao pecado.Não publique fotos de crianças nuas,com roupas intimas ou de banho.

sábado, 8 de novembro de 2008

DEUS COMO MARIDO.

Será que existe um relacionamento conjugal que seja o padrão de Deus?
Penso que sim, e gostaria de compartilhar Oséias 2.19 onde Deus fala sobre o seu próprio casamento.Ele fala como quer envolver-se num relacionamento conjugal com sua amada Israel.
E diz como será: " Desposarte-ei comigo para sempre, desposarte-ei comigo em justiça, em juízo e benignidade e em misericórdia". Que maravilha!! Primeiro,será para sempre, independente dos percalços desse relacionamento não haverá rompimento, porque Ele mesmo disse em outro momento que odeia o divórcio. Preste atenção Ele odeia o divórcio, não o divorciado.Segundo, será a Justiça um dos pilares desse relacionamento. Será um casamento onde Ele irá usar de retidão em seus propósitos e suas atitudes, escolhendo somente depois de se questionar se aquilo é santo, justo e bom, para depois sim, fazer acontecer.A terceira condição desse casamento é que será em juízo,ou seja,julgando o que é certo e o que errado, escolhendo sempre o certo, o que é de bom senso, o que for do querer comum.Depois Ele diz que usará de benignidade, isto é, de brandura, bondade, e generosidade.Você consegue imaginar isso, que tremendo!! Um marido, falando com você com mansidão, mesmo nos momentos mais estressante, um marido praticando a bondade o tempo todo, sem ofensas, sem acusações, sem cobranças, mas ensinando pelo exemplo.E para finalizar ele diz que usará de misericórdia, sabe o que é isso? Haverá perdão para os erros, haverá compreensão quando você não fizer a coisa certa e espaço para a reconciliação.Viu, esse é o padrão de Deus para o casamento. Aproveite e aprenda com Ele.

domingo, 26 de outubro de 2008

O CAMINHO MAIS RÁPIDO PARA O PERDÃO


08/09/2008 - 19:23 por Gary D. Chapman

O caminho mais rápido para o perdão
Você pode ter dificuldade para falar a linguagem do perdão de seu cônjuge. Pode ser que você não a tenha aprendido na infância. A notícia boa é que é possível aprender depois de adulto!
Por Gary D. Chapman

Eles estavam em meu gabinete quando a esposa falou:
'Eu o perdoaria, bastaria que ele pedisse perdão'.
Ele respondeu: 'Eu pedi'.
'Não pediu'.
'Falei para você que sentia muito', disse ele.
'Isso não é pedir perdão', argumentou ela.
Seus pedidos de desculpas têm caído no vazio? Os pedidos de perdão de seu cônjuge chegam ao seu coração e o motivam a perdoar? Ou você está casado com alguém que raramente pede perdão?
Ainda na infância aprendemos o que significa pedir perdão. Joãozinho empurra Maria na escada e a mãe dele ensina: 'Peça desculpas'. Ele, então, fala: 'Desculpa', mesmo sem achar que precisava ser desculpado. Já adulto, o conceito dele sobre perdão será, provavelmente, dizer: 'desculpa'. No entanto, Julie, esposa dele, aprendeu a dizer: 'Eu estava errada. Você pode me perdoar?'. Para ela, é isso que significa pedir perdão. Assim, quando o marido fala o que está acostumado a dizer, ela não entende como um pedido de perdão. Talvez ele tenha sido sincero, mas a sinceridade dele não a atingiu. Depois de dois anos de pesquisa, eu e a Dra. Jennifer Thomas descobrimos que as pessoas têm linguagens diferentes para pedir perdão. Alguém pode ser sincero no pedido e, mesmo assim, não ser entendido como sincero, porque usou a linguagem errada. Descobrimos cinco linguagens diferentes para pedir perdão.
• Expressando arrependimento: 'Sinto muito'. 'Sinto-me péssimo porque o que fiz lhe magoou tanto'. Essa linguagem se identifica com as emoções da parte ofendida.
• Aceitando a responsabilidade: 'Eu estava errado. Identifique seu erro e reconheça sua culpa. Eu não devia ter feito isso. Não há desculpa. O que fiz foi muito errado'.
• Fazendo a restituição: 'O que posso fazer para compensar meu erro? Como posso recompensá-lo? O que preciso fazer para você voltar a confiar em mim?'
• Arrependimento genuíno: 'Vou tentar não fazer isso de novo'. O arrependimento não inclui promessas radicais como: 'Prometo que, se você me perdoar, nunca mais vou fazer isso'. Entretanto, o arrependimento expressa o desejo de mudar o comportamento. 'Não quero que isso continue acontecendo. Ajude-me a pensar em formas de mudar meu modo de agir'.
• Pedindo perdão: 'Você pode, por favor, me perdoar?' Esta linguagem expressa humildade. 'Sei que não consigo restaurar sozinho nosso relacionamento. Vamos precisar que você seja misericordioso, mas meu desejo sincero é que você me perdoe e que nós possamos prosseguir com nosso relacionamento'.
Analisando a maioria dos pedidos de perdão, percebe-se que quem fala usa apenas uma ou duas das linguagens do perdão. Caso não forem as mesmas usadas pela pessoa ofendida, o pedido soará vazio. Ela pode decidir perdoar, mas continuará com dúvidas quanto à sua sinceridade. Ser sincero não é suficiente.
Para descobrir a linguagem que seu cônjuge mais usa, pergunte: 'Quando você pede a alguém, o que costuma dizer ou fazer? E quando alguém pede perdão a você, o que você gosta que a pessoa diga ou faça?'. As respostas a essas duas perguntas provavelmente revelarão a linguagem que ele costuma usar.
Um marido contou: 'Eu e minha esposa usamos linguagens diferentes. Eu expresso arrependimento. E basta que ela diga que está arrependida e que se sente mal por ter me magoado. Só preciso ouvir isso para ficar pronto para perdoar. Mas não é isso que minha esposa deseja ouvir em um pedido de perdão. Ela quer que eu me mostre disposto a fazer a restituição. Para ela, quando digo: 'Como posso lhe compensar pelo que fiz?' é que realmente pedi perdão. Dizer 'sinto muito' não é suficiente para ela. Aprender a falar a linguagem do perdão que ela utiliza fez com que o nosso relacionamento melhorasse muito'.

Algumas advertências
Advertência: Você pode ter dificuldade para falar a linguagem do perdão de seu cônjuge. Pode ser que você não a tenha aprendido na infância. A notícia boa é que é possível aprender depois de adulto! Aprender a falar a linguagem do perdão que seu cônjuge utiliza é um tempo bem investido. As barreiras emocionais serão removidas com mais rapidez e de forma mais profunda.
Advertência: Remova, dos pedidos de perdão, a palavra 'mas'. Dizer 'Sinto muito, mas se você não tivesse... eu não teria...' é negar o pedido de perdão. Você acaba jogando sobre o outro a culpa pelo seu comportamento errado. Agora, precisa pedir perdão de novo.
Uma senhora me perguntou: 'Faz 42 anos que peço perdão a meu marido com a linguagem errada. Você acha que devo mudar agora?'.
'Nunca é tarde demais para fazer o que é certo', sugeri.
Um mês depois ela me contou: 'Comecei a pedir perdão na linguagem que ele utiliza e posso dizer que faz diferença mesmo. Ele tem sorrido mais, e sinto-me mais próxima dele'.
'Valeu a pena se esforçar para aprender a falar uma nova linguagem do perdão?', perguntei.
'Com certeza', disse ela.
Nunca é tarde demais para aprender.
Eu gostaria que todos os casais tivessem essa mesma atitude.

Gary D. Chapman é terapeuta familiar nos EUA e autor de As cinco linguagens do amor (Ed. Mundo Cristão). é casado com Karolyn há 45 anos.

Copyright © 2008 por Christianity Today International
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