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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Depois de um adultério, como recomeçar a vida?

Por Pastor Ismael Roselei de Carvalho.

Um novo relacionamento, mais forte que antes.

 O conflito provocado por um adultério não é desejável, claro que não, mas pode se transformar numa oportunidade para fortalecer o relacionamento, tornando o melhor que antes. 
Os estudos mostram isso, que casais que se perdoaram, que decidiram continuar juntos, passaram por mudanças comportamentais profundas de maneira tal que o amor deles cresceu, o relacionamento ficou melhor do que já foi. Questão de sabedoria! Isso é ser mais que vencedor. Quando essa crise eclode é hora de tomar decisões, provocar mudanças, quem sabe uma quebra de rotina, um investimento no companheirismo, presença, carinho, sexo, etc.
Alguns apostam em viagens, e de fato os passeios fazem bem para o casal, mas veja o que diz a psicóloga Maria Claudia Lordello:

"Um passeio diferente não é capaz de operar milagres, são as atitudes que precisam mudar, senão fica difícil resgatar as coisas bacanas do início do relacionamento.”

Percebe, é preciso mais do passeios, viagens, é preciso tratamento com base no perdão , no amor, mas também no confronto, é preciso expor a ferida para depois curá-la.

Outros casais tentam superar sem muito critério e passam a viver em brigas, contentas, ofensas e agressões verbais. Eles se separam e voltam por diversas vezes, e  as brigas passam a fazer parte do cotidiano deles. e não raras vezes eles  se acomodam num relacionamento não muito bom, cheio de feridas abertas, que vez ou outra volta a doer.
No tratamento,  velhos erros tem que ser banidos da nova convivência, aquele que não prestava contas passe a fazê-lo; quem mentia não minta mais; quem se comportava como solteiro, faça coisas juntos; quem não valorizava o desejo sexual do outro, passe a se importar mais, e assim por diante. 

Nessa hora, toda paciência, misericórdia e perseverança será necessária, é um tempo de luta e de trevas, então se apegue-se  as verdades de Deus, e ele nos diz:

"Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes. Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; ao contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança." 1 Pedro 3:8-9

E o poeta diz: “Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar". Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado. Chorou muito? Foi limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os outros. Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora. Pois é! Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.” ...

Estive lendo a história de um adultério masculino onde a esposa não aguentou e acabou se separando levando consigo os filhos. O marido virou um trapo, se acabou mesmo, trancou-se em casa, mal comia, não tomava mais banho, não rendia no trabalho, foi se destruindo pouco a pouco. Um ano e sete meses se passaram e quando ele já não tinha mais o que perder, ela voltou para casa com as crianças. Então aquele homem, reescreveu suas prioridades e tornou-se um grande marido, um ótimo pai de família, uma referência para muitos. Mas para isso ele precisou passar pela dor, pelo arrependimento, e se propôs a mudar de vida, revendo seus alvos e as razões pelas quais lutaria à partir de então. Eles estão juntos e felizes, sua mulher diz aos amigos do casal:  “Meu novo marido é maravilhoso”. De fato ele se transformou num cara incrível e ela é hoje, uma mulher de sorte.


Quebrando laços de alma estabelecido pelo pecado.

A Bíblia diz que quando um homem se deita com uma mulher, mesmo uma prostituta, torna-se um com ela. Isso não quer dizer casamento, pois este, envolve outros requisitos como deixar pai e mãe, unir-se emocionalmente, fisicamente e espiritualmente com alguém, constituir uma nova família, gerar filhos como sinal da benção de Deus, e outros requisitos mais. Porém, quando o tal homem se deitou com aquela mulher, criou-se ali um laço de alma, sensação de pertencimento, uma afetividade natural, e a isso tem que ser dado um fim. É quando então, o envolvido no adultério, faz uma oração , uma conversa com Deus e pede que o Senhor purifique novamente o seu coração e sua alma, pedindo que seja livre de pensamentos de cobiça, que sentimentos sejam anulados, que haja uma negação de desejos, uma renúncia daquele momento de prazer, aceitando-o como um erro grave, um engano de alma, algo que não poderia jamais ter ocorrido.
Do contrário, as pessoas envolvidas podem manter um vínculo de amor ( ainda que maligno) e esperanças podem ser alimentadas, então, havendo arrependimento verdadeiro, faça novos votos de fidelidade e renuncie ao prazer pecaminoso.

Renovação dos votos.

No ato sexual adúltero, duas coisas aconteceram, a quebra da aliança conjugal e o estabelecimento de uma só carne com outra pessoa, ainda que perversamente.
A quebra dos laços de alma é algo interior e espiritual. É quando, diante de Deus, se renuncia a qualquer sentimento de prazer, de saudade, e não se permitir alimentar sonhos com relação àquela pessoa com a qual adulterou. Pede-se perdão a Deus, ao cônjuge ferido, e se possível ao parceiro de pecado, deixando claro que foi um erro que não mais se repetirá.

Esta renovação se faz necessária vez que a antiga aliança existente entre o casal  foi quebrada e agora precisa ser refeita. É um ato ritualístico, mas também espiritual e altamente moral, onde se faz promessas de amor, fidelidade, companheirismo, e compromisso. Na prática vejo isto contribuindo em muito para que a confiança comece a ressurgir em virtude que nela, renovação,  se verbaliza solenemente o que pretende fazer para o bem do outro, renovam-se as vontades.

Ela pode ser feita na igreja, no grupo de casais e mesmo em sua casa, na presença de amigos ou não.

Exemplo de renovação de votos.

Votos do marido:

“ Minha esposa, diante de Deus e das testemunhas aqui presente, eu prometo fidelidade a você, lealdade no dia a dia e benevolência constante, serei o teu protetor, te amarei com toda a força do meu coração e da minha alma, farei o que for preciso para proteger o nosso amor, e darei o melhor de mim para que estejas bem. Prometo envidar todos os meus esforços para que a paz faça morada em nosso lar. E para tanto empenho aqui a minha palavra e o meu nome, com a ajuda de Deus. “

Votos da esposa:

 “ Meu marido, diante de Deus e das pessoas aqui presentes, eu prometo a você o meu amor e a minha fidelidade, prometo que me empenharei para ser a companheira que você deseja. Nos momentos difíceis estarei ao seu lado, poderás contar comigo sempre, honrarei você com meu respeito e retidão, e para isso, empenho aqui a minha palavra e a minha dignidade, na força e no poder de Deus.”

Sugiro que o casal em tratamento passe a comemorar o aniversário de casamento com uma nova data, de preferência, a data da renovação dos votos conjugais.
Isso vai reafirmar a ideia de um novo casamento, ou de um casamento revalidado. É um novo começo, nova vida, com a ficha limpa, nada que desabone o casal está registrado.

Quer mais sobre este  tema:  Vamos publicar o ebook "Mais forte que o adultério", no site  http://www.slideshare.net/ismaelroselei/edit_my_uploads?page=1

Abcs Pr ismael e Pra.Cleire.



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domingo, 28 de outubro de 2012

Reprime tua voz de choro, é hora de lutar pela família.

Por Pastor Ismael Roselei de Carvalho.





Em I Sm 30, a Bíblia relata a história de Davi que passou 03 dias ausentes de seu lar e nesse ínterim o inimigo veio e levou embora a sua família, bens e animais e destruiu todas as casas à fogo. Todas as mulheres foram levadas juntamente com as crianças e velhos. A família toda foi para a terra do inimigo, e assim tem acontecido com muitos
lares hoje. Dias e dias na ausência de amor, ausência de afeto, de carinho, ausência de diálogo, tudo isso tem feito com que o inimigo venha e entre na família e a leve cativa e ainda destrói o patrimônio do casal.
Bom, Davi sentou e chorou juntamente com todos os homens que também tiveram suas famílias levadas. Davi chorou até não ter mais força para chorar, depois, debaixo de acusações e ameaças, se levantou , se fortaleceu em Deus e foi lutar pela sua casa. Com a ajuda de Deus ele trouxe tudo de volta, não ficou nada nas mãos do inimigo. 
Isso é o que se deve fazer quando o inimigo está roubando a nossa família, provocando divisões, separações contendas. Se já chorou demais, então levante-se e vá refazer sua vida, vá em busca de sua alegria, de sua vontade de celebrar Deus.
O Senhor diz neste momento, 
“Sete vezes cairá o justo, mas sete vezes o Senhor o levantará". Levante-se, reprime tua voz de choro, o Senhor te chama para o refazimento da vida, da busca da família, do amor que se perdeu. Em tempos assim é preciso inovar, fazer diferente, mudar concepções e conceitos , posturas e escolhas. Isso é viver em novidade de vida, é repensando o velho e viabilizando o novo. Pastor Ismael R.Carvalho, Casados em Cristo.

Um forte e demorado abraço do Pastor Ismael,  fiquem com Deus , fiquem em família.

sábado, 13 de outubro de 2012

Tratando com um cônjuge irresponsável.

Como lidar com a irresponsabilidade.

Porque alguns maridos e esposas são irresponsáveis?

No casamento, esperamos que nosso cônjuge carregue a sua parte da carga. Mas, se o cônjuge não trabalha, não mostra interesse na criação dos filhos e ignora você, então existe um problema.
A Bíblia deixa claro que cada um deve ser o responsável por seu próprio trabalho e comportamento, como vemos na passagem citada acima.
Os parceiros conjugais estão no mesmo time, mas se metade do time não está contribuindo, o time não vai para a frente. Se essa é a sua situação e você quer ajudar seu cônjuge,  deve primeiramente descobrir a fonte de tal comportamento. Deixe-me sugerir algumas possibilidades:

1. Um cônjuge irresponsável pode estar seguindo o modelo de um de seus pais.
2. Um cônjuge irresponsável pode estar se rebelando contra o modelo de um de seus pais. Talvez tenha visto a mãe controlar cada movimento de seu pai e promete que isso nunca vai lhe acontecer.
3. Um cônjuge irresponsável pode ter desenvolvido uma atitude centrada em si mesmo. O mundo gira em torno dele.
4. O comportamento de um cônjuge irresponsável pode ser uma expressão de ressentimento com o parceiro. As palavras dele estimularam mágoa e irá. Ela não consegue verbalizar tal sentimento, mas o demonstra pela maneira de se comportar.
Como descobrir a fonte do comportamento do cônjuge. Fazendo perguntas. Não perguntas diretas como :

"Porque você é tão irresponsável? ", mas perguntas  de avaliação como :
" Que tipo de relacionamento você tinha com seu pai?" Ou ainda: " De que maneira minhas palavras ferem você?" .

Quando começar a ter um diálogo desse tipo e receber respostas honestas , você estará no caminho certo para entender seu cônjuge. Esse é o primeiro passo para lidar com a irresponsabilidade.

Você deve ler também este link "Como tratar com o cônjuge pecador."

http://casadosemcristo.blogspot.com.br/2009/04/como-lidar-com-o-conjuge-pecador.html


Texto extraído do livro Linguagens de amor, de Gary Chapman. Mundo Cristão.




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O "Dia do Amor".

Por Pastor Ismael.


" As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas de cipreste."
Cânticos 1:17

Esta afirmação é de uma esposa, uma mulher que ama e é bem amada. Ela está dizendo que o amor que eles nutrem um pelo outro garante a estabilidade de sua casa.
Talvez não entendamos bem o que ela quer dizer quando diz que as “traves de nossa casa são de cedro, as varandas de cipreste” , mas uma pessoa do seu tempo , especialmente um judeu, entendia  perfeitamente a grandeza dessa afirmação. Tanto o cedro como o cipreste era madeira de lei, madeira da boa, madeira forte, madeira trabalhável, madeira nobre.
Podemos ver essas madeiras nobres com as quais eles constroem o seu ninho de amor na mutualidade como se tratam, nas  afirmações  de amor, no romantismo, nas declarações apaixonadas, nos elogios frequentes  e na revelação de um bom sexo. Isso é quase tudo que sonha um jovem casal casado.
E porque muitas vezes esse amor bonito fica somente nos primeiros dias de um casamento?  O dia a dia certamente é um dos inimigos do romantismo. A necessidade de lutar pela vida, de conquistar, de produzir, de ganhar dinheiro, de manter o que se conquistou, a chegada dos filhos, as contas, enfim, há uma gama de interesses que concorrem com o casamento dos sonhos. O pior é que não raras vezes, essas coisas se tornam mais importante na vida do casal, e eles vão se afastando um do outro, e o casamento começa a perder o seu brilho. O afeto já não é mais tão constante.
É nesse momento que a construção da casa do casal de Cantares se revela. Eles usam cedro e cipreste e isso mantém a casa deles  em pé. Eles têm tempo um para o outro, eles se buscam, se admiram muito, falam de seus sentimentos com palavras escolhidas, a noite acaba na cama com ela declarando que o leito deles é verde, é viçoso, tem vida, por causa desse tratamento que eles se dispensam. Isso é madeira de lei na construção da casa, por isso ela não cai.
 Bom, mas isso tudo é bem conhecido pelos casais, o que falta não é informar “o que?” está acontecendo com eles, mas sugerir “como” sair fora dessa roda viva, como não ser vencido pelas muitas atividades do dia a dia.
Quem sabe se os casais guardassem um dia da semana, poderiam até colocar um nome, o “Dia do Amor”, e nesse dia, eles se priorizariam, dariam tempo um para o outro. No “Dia do Amor” coisas ruins e problemas do dia a dia não teria vez, seria um momento para se viver o amor. Nesse dia ele escreveria um cartão, de próprio punho, com suas próprias palavras com uma mensagem bonita e original reafirmando o seu amor. Ela apaixonada prepara o leito conjugal, com lençóis macios e cheiro bom. Os toques e gestos de ternura seriam frequentes, um toque aqui, um afago ali.Ele poderia pensar em comprar  umas flores e juntos dariam um passeio de mãos dadas, quem sabe um jantar gostoso, e tudo isso poderia ser coroado com uma noite de amor e de sexo. Bom, cada um pode criar no seu “Dia do Amor”, o importante é que vocês simplesmente façam!.



terça-feira, 18 de maio de 2010

Estaria o divorciado condenado a viver solitário o resto da vida

Alguém escreve para o site www.frutodoespirito.com.br, na seção aconselhamento, e pergunta se o divorciado poderia se casar de novo ou teria que viver solitário o resto de vida.Ao que lhe foi respondido pelo editor do site, Pr. Denilson Torres: Resposta: Paz e bem, Estamos vivendo dias difíceis. Hoje os casamentos estão tornando-se cada vez mais efêmeros. Hoje casa-se com a expectativa de separação. “Se não der certo, separa” é a frase que mais se tem ouvido nos dias atuais, quando se fala em casamentos, quase como um mantra. Há não muito tempo atrás representava um verdadeiro escândalo quando um crente se divorciava. Pastores então, nem pensar! Hoje o que tem havido no meio de nós são casamentos desfeitos e eu, que trabalho especificamente com aconselhamento de casais, tenho visto e sentido na pele a dor e o sofrimento que esta situação tem causado. O grande problema a meu ver é a leviandade dos divórcios nos dias atuais, se separa porque quer liberdade, ou por que encontrou alguém mais novo ou mais interessante; se separa por tédio ou por conta de paixões passageiras, e com raríssimas exceções a verdade é que a imensa maioria dos casamentos se dissolvem por motivos banais, por falta de perdão e por falta de arrependimento. Por egoísmo e por descontrole de desejos, em uma sociedade que vende que ser feliz é fincar seus pés nestes dois pilares. Tudo isto é triste, pois mostra uma sociedade intolerante, egoísta, escrava dos prazeres. Uma sociedade de crianças que se deslumbram com contos de fadas, contados nas novelas, nos romances açucarados, nas propagandas de margarina e não entende a realidade que é muito mais rica. Não existem casamentos perfeitos, simplesmente porque não existem pessoas perfeitas. Tenho trabalhado em aconselhamento, oração, clamor, inclusive com pastores, para que Deus possa reverter este quadro. E tenho visto Deus operar, apesar de tudo. A sua questão é altamente pertinente. Com este exército de pessoas feridas, magoadas, decepcionadas, o que se pode fazer? É lícito um novo casamento? Ou devem manter-se em celibato? Como sempre digo, a Bíblia é muito simples e direta, mas a vida, ao contrário, é complexa e tortuosa. A Bíblia expressa o ideal de vida que nós devemos almejar, mas a vida neste mundo caído está longe, às vezes muito longe, de sequer permitir que este ideal seja alcançado. O chamado que recebi de Deus, como profeta do Senhor, é exatamente poder trabalhar para ser absolutamente fiel à simplicidade da Palavra, mas ao mesmo tempo aplicá-la à complexidade da vida, conforme a Graça de Deus explícita na própria Palavra. Assim sendo, posso afirmar que, quanto ao divórcio, a Palavra é muito clara e simples. Deus abomina o divórcio (Ml 2:16); o que Deus uniu, não separe o homem (MT 19:6); Aos casados ordeno, não eu mais o Senhor, que não se separem (1 Co 7:9-11). Este é o princípio Bíblico para o casamento e há bênçãos para os casais que perseveram nesta verdade. Meu próprio casamento é prova disso. Não foram poucas às vezes que eu e Leila chegamos a conclusão que era impossível continuarmos juntos, que chegáramos a um beco sem saída, mas pela misericórdia e graça do Senhor nossa aliança permanece firme e, olhando para trás, vejo o quanto tem valido à pena continuar com a mulher que escolhi um dia para compartilhar minha caminhada. Mas e se mesmo assim o casamento for dissolvido, pode-se casar-se novamente? Mais uma vez a Bíblia é clara: Quem casar-se de novo comete adultério (Mt 19:9); se, porém vier a separar-se que não se case (1 Co 7:10). Estes são os princípios da Palavra. E não podemos nem devemos pervertê-la. A Palavra. Ela mesma irá nos ensinar como aplicar isto em nosso mundo cheio de contradições onde não praticamos o que desejamos, mas fazemos o que abominamos. Uma coisa é os ideais bíblicos, outra coisa é a realidade da vida. O grande problema é que não entendemos a Bíblia, consideramos como se fosse o novo livro da lei, onde ou se é do jeito que está escrito ou se está em conluio com o diabo. Somos intolerantes, rígidos, inflexíveis, especialmente quando o problema não é conosco. Sim, porque quando a angustia bate a nossa porta, sabemos muito bem flexibilizar as coisas. Eu falei que o chamado que Deus me deu é ser absolutamente fiel à Palavra e ser fiel na aplicação desta Palavra à vida em suas complexidades. Ora, tal coisa não pode ser feita a meu bel prazer, só posso fazer mediante a própria Palavra. E o que a Palavra nos ensina a respeito da vida, quando deixamos o mundo ideal e aterrissamos aqui neste mundo caído? Deixemos que a própria Palavra nos ensine. Leia em Mateus 19:9-12, nesta passagem Jesus deixa claros os princípios espirituais da indissolubilidade do casamento e das restrições a uma nova união. Ao terminar sua fala, os discípulos chegam à conclusão que muitos dos que me lêem podem ter chegado: “Se é assim, então é melhor nem casar”, pois a vida nos prega peças, a convivência pode tornar-se árdua, as mágoas podem se transformar em feridas profundas demais para cicatrizar, as agressões físicas e psicológicas podem ser insuportáveis. E como conviver com isto? Como caminhar tendo tanta dor dentro do peito? Será que depois de tanto sofrimento, até a possibilidade de recomeçar é negada? Após a dor das angustias de alma que acompanham todo processo de divórcio, após perder seus sonhos, planos, vida, ainda se condena à solidão? Esta questão foi respondida por Jesus que nos aponta para a Graça, sempre ela. “Nem todos são aptos, mas apenas aqueles a quem é dado”. O ideal é que o casamento seja indissolúvel, mas neste mundo caído em que estamos, Deus em sua infinita misericórdia não deseja que nos tornemos eunucos, a não ser se Ele próprio nos capacitar a isto. O que Jesus nos ensina é que devemos lutar em todo tempo pelos nossos casamentos e tentar com todas as forças manter os nossos vínculos, pois este é o propósito da união que nos faz uma só carne. Mas se tal não for possível, e cada situação é única e as motivações dos corações só Ele sabe desvendar, cabe a nós usar de misericórdia não impondo sofrimento sobre sofrimento. Não temos o direito de acrescentar carga ao pesado fardo que é viver neste mundo tão cheio de dores. O fardo do Senhor sempre será leve. Ministério Fruto do Espírito www.frutodoespirito.com.br

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Porque eu me casaria? ou porque permaneceria casado?

Quais as vantagens do casamento?

Quais razões tenho eu para querer investir no meu casamento? Porque ele é importante para mim ?

Num tempo em que parece que tudo conspira contra o casamento é importante que alguém se levante e mostre o contrário, dê respostas aos que o questionam e o colocam em dúvida.( Casados em Cristo).

Em todas as escalas que medem o bem-estar, as pesquisas constantemente nos mostram que adultos casados se desempenham melhor.

- Pessoas casadas vivem mais e são mais felizes,
- Elas têm níveis mais altos de saúde física e mental,
- recuperam-se de doenças mais rapidamente,
- ganham e poupam mais dinheiro,
- são empregados mais confiáveis,
- sofrem menos stress,
- e têm menos probabilidade de se tornarem vítimas de violência,
- elas valorizam mais a responsabilidade de criar os filhos e são mais agradáveis,
- além de terem mais satisfação e realização em sua vida sexual,
- Esses benefícios são iguais tanto para homens como para mulheres,

Comparando-se com crianças em qualquer outra situação, crianças com pais casados:

- vão menos ao médico,
- têm menos problemas físicos e emocionais,
- e elas se saem melhor em todas os níveis do desenvolvimento acadêmico e intelectual,
- São mais simpáticas com os outros,
- dão menos trabalho para a polícia,
- elas também têm menos probabilidade de usarem drogas, terem atitudes violentas ou se envolverem em atividades sexuais antes do casamento e terem filhos fora do casamento,
- é raro que crianças que vivem com pais casados venham a viver em miséria, ou sejam vítimas de abuso físico ou sexual,

As pesquisas são claras: o casamento faz uma diferença importante e positiva na vida das pessoas.

Extraído do site de Júlio Severo.
Desenvolvido por Glenn T. Stanton, diretor de Pesquisa Social e Relações Culturais do Focus on the Family. Ele é o autor de Why Marriage Matters: Reasons to Believe in Marriage in PostMordern Society; também por Pete Winn, editor associado da CitizenLink na Focus on the Family.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

QUANDO A PAIXÃO ACABA.

Texto extraído do livro “Filhos felizes” de Dr. Ross Campbell, psiquiatra cristão, especialista em problemas de crianças e adolescentes, professor na Faculdade de Medicina de Tenesse, EUA.

“Está vendo? Ele não em ama mais. Tudo o que faz é criticar-me”, “Não há nada de bom que você possa dizer sobre mim ?”, essas foram frases ditas num diálogo entre marido e mulher, que vieram ao meu consultório em busca de aconselhamento como um último recurso.

E para minha grande surpresa, o marido não podia realmente pensar em nada positivo para elogiar a esposa. Ela era atraente, inteligente, falava bem e tinha talento, mas seu marido só conseguia apontar defeitos. Eles estavam casados há seis anos. Por que a inconsistência aparente?

É difícil compreender, quando pensamos no número cada vez maior de divórcios, que todos os casamentos começam essencialmente com grandes esperanças, expectativas, amor e belíssimos sentimentos entre os recém-casados.

No começo tudo parece maravilhoso, o mundo é perfeito. E o casamento deles começou também assim. Que mudança enorme! Como teria ocorrido?

Um dos fatores é a imaturidade. Mas o que é imaturidade? Ela está ligada de alguma forma à idade, mas não necessariamente.

Nessa questão em especial, a imaturidade pode ser definida como incapacidade para tolerar (ou enfrentar) os sentimentos opostos ou conflitantes em relação à mesma pessoa (ora penso bem de uma pessoa, ora penso mal da mesma pessoa).

Isso explica o ditado, o amor é cego. Quando nos enamoramos e durantes as primeiras semanas ou meses de nosso casamento, vemos o ente amado como sendo perfeito, e não toleramos qualquer sentimento desagradável com relação a ele.

Assim sendo, suprimimos, negamos, ignoramos qualquer coisa que nos desgoste no nosso cônjuge. Só percebemos, portanto, os seus pontos positivos.

Ficamos então cegos a coisas como um físico imperfeito, tagarelice, excesso de silêncio, tendência para engordar ou emagrecer, exuberância excessiva, retraimento, mau humor, falta de inclinação para o esporte, música, arte, costura ou cozinha.

Esta atitude de ocultar de nós mesmos os aspectos indesejáveis do cônjuge funciona perfeitamente a princípio.

À medida que vivemos com ele dia e noite, meses e anos, novas descobertas são feitas.Algumas boas e outras nem tanto. Algumas são até revoltantes.

Mas enquanto suprimirmos a parte desagradável em nosso subconsciente, podemos continuar vendo nosso ente querido como um modelo quase perfeito e tudo vai bem.

Um problema. Não podemos suprimir as coisas para sempre. Vamos chegar um dia ao ponto de saturação. Nessa altura podemos estar cansados há vários dias ou há vários anos. Isso depende de :
1) Nossa capacidade de suprimir, esquecer e ignorar o desagradável, e.
2) Nosso nível de imaturidade, isto é, a nossa capacidade de tratar conscientemente de nossos sentimentos confusos (ora penso bem, ora penso mal sobre a mesma pessoa).

Quando chegamos a esse ponto crítico, não mais podemos continuar suprimindo o negativo.

De repente enfrentamos os dias, meses e anos de sentimentos desagradáveis com relação a nosso cônjuge.

De novo, por causa da imaturidade (incapacidade de tratar com os sentimentos contraditórios, ambivalência) fazemos uma inversão.

Suprimimos os sentimentos bons e acentuamos os maus. Nós agora vemos nosso cônjuge sob um aspecto quase invertido, onde tudo é negativo, com pouquíssimos ou nenhum ponto positivo. Totalmente desagradável ou quase nada agradável.

Isto pode acontecer rapidamente. Dois meses antes o marido via a esposa como o símbolo de perfeição. Ele agora mal tolera a presença dela. A esposa permaneceu essencialmente a mesma. As percepções do marido sobre ela se inverteram quase por completo.

Como enfrentar esse problema comum que está prejudicando a nossa estrutura social e ameaçando a força de nossa fibra nacional? Como sempre, a resposta é fácil de dar, mas difícil de pôr em prática.

Primeiro devemos compreender que ninguém é perfeito. É surpreendente, ouvimos essa declaração todos os dias, mas não cremos nela. Fazendo o jogo da supressão, mostramos que queremos e esperamos perfeição por parte de nossos entes queridos.

Segundo, devemos manter-nos continuamente cônscios das qualidades positivas e negativas de nosso cônjuge. Eu preciso compreender e não me esquecer de que existem coisas sobre minha mulher pelas quais sou grato e outras que desejaria fosse diferentes, ela é como todas as mulheres.

Levei muito tempo para aprender a pensar nas ótimas qualidades dela quando me sentia decepcionado a seu respeito.

Terceiro, devemos aprender a aceitar nossos cônjuges como são inclusive seus defeitos. A probabilidade de encontrar alguém ou alguma coisa melhor através do divórcio e novo casamento, ou num “Caso” extraconjugal, é remota, especialmente por causa do sentimento predominante de culpa e outros problemas que tal atitude iria produzir.

Lembre-se de que sua esposa ou marido é verdadeiramente insubstituível.



Campanha:Diga Não a erotização de crianças.Não alimente a pedofilia e não induza ao pecado.Não publique fotos de crianças nuas,com roupas intimas ou de banho.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Recomeçar ( Carlos Drumont de Andrade)

Recomeçar

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.

domingo, 26 de outubro de 2008

ANTES DE TUDO O CASAMENTO

12/08/2008 - 10:11 por Gary Chapman

Antes de tudo o casamento

Quando os filhos revelam problemas no casamento, então está na hora de fazer algumas mudanças.
Por Gary Chapman

“Pensei que ter um filho faria com que eu e meu marido nos aproximássemos e fôssemos felizes”, disse-me a mulher. “Mas, depois que o nenê nasceu, nosso casamento desmoronou. Meu marido não entende por que estou sempre tão cansada. Reclama porque não faço mais tortas de cereja. Parece que estou atolada em fraldas e vômito, e ele resmungando por causa de tortas de cereja!”
Muitas mães de recém-nascidos sentem-se isoladas, sobrecarregadas e rejeitadas ou desprezadas pelo marido. Enquanto isso, muitos pais sentem-se deixados de lado, rejeitados e sem importância. Acabam ressentidos não contra o bebê, mas contra a atenção que a esposa dá ao bebê: “Ela nunca tem tempo para mim. É tudo sempre para o bebê”.

Qual o motivo dos conflitos?

Quando o filho chega ao casamento, surgem conflitos em potencial. Uma criança acarreta mais trabalho. Para quem? A mãe ou o pai? Mais trabalho implica em mais tempo. De quem? Da mãe ou do pai? Mais trabalho significa mais energia. De quem? Um filho requer mais dinheiro. Que dinheiro? Aquele que usávamos para restaurantes e diversão?
Pesquisas mostram que a mãe sente o impacto no casamento com mais força nos primeiros seis meses do bebê, quando tenta se ajustar às maiores exigências de tempo e energia. O marido, por sua vez, sente os efeitos com mais força de seis meses a um ano e meio depois do nascimento. Nessa fase, ele sente que a esposa está mais crítica, o apóia menos e se afasta sexualmente.
O fato é que criar filhos é um empreendimento conjunto que requer comunicação, entendimento, amor e disposição para se comprometer. Casais que não desenvolveram essas atitudes e habilidades antes da chegada do bebê não as encontrarão automaticamente na hora que o filho nascer. Nunca pense que um bebê vai criar um bom casamento. Isso não é responsabilidade da criança. E ela também não cria problemas, mas pode revelá-los.
Em minha experiência, as questões que geram mais conflitos entre marido e esposa - em qualquer estágio da vida - são: divisão do trabalho, falta de tempo para o casal, relacionamento sexual deficiente, controle do dinheiro, necessidade de tempo sozinho, relacionamento com os sogros e diferença nas estratégias para criar filhos. Como um casal pode se identificar e crescer nessas áreas de dificuldade?

Abordagem positiva

1. Faça do casamento a prioridade. A maioria das pessoas reconhece que um dos maiores presentes que pode dar aos filhos é um casamento forte e cheio de amor. Então, não há motivo para não decidir colocar o casamento em primeiro lugar.
2. Compartilhe sua decisão com seu cônjuge. Talvez ele se una a você, adotando a idéia de fazer do casamento uma prioridade. Provavelmente, está tão aborrecido com a situação presente quanto você.
3. Faça, você sozinho, uma lista do que gostava mais antes do nascimento dos filhos. Mostrem as listas um para o outro e retomem alguns dos momentos de que mais gostavam naquela fase do casamento.

4. Relacione cinco elementos que você pensa que melhorariam seu casamento agora. Avalie a lista, classificando cada item como realista, irreal ou talvez. Mostrem a lista um ao outro. Vejam se concordam em pelo menos um ponto para colocarem em prática nesta semana.
5. Uma ou duas semanas depois, releia a lista de áreas de conflito e marque a que tem incomodado mais. Depois, relacione a segunda e a terceira. Façam isso separadamente. Em seguida, mostrem as listas um para o outro. Tomem a área número um em cada lista e conversem sobre mudanças possíveis. Procurem soluções agradáveis. Isso exige disposição para deixar o cônjuge pensar e sentir de forma diversa da sua, e requer respeito pelos pensamentos e sentimentos do outro. Em vez de discutir, disponha-se a mudar, fazer concessões e procurar soluções com as quais possa concordar.
6. Nas próximas semanas (talvez uma semana sim, outra não), aborde a segunda área de conflito e depois a terceira. Talvez vocês sintam vontade de continuar com a lista, esforçando-se para progredir em todas as principais áreas de conflito. Conversem com outros casais sobre soluções possíveis nas áreas em que têm dificuldade para encontrar um ponto de acordo. Não são só vocês que lutam. Não há motivo para não se beneficiar com a experiência de casais mais velhos ou de bons conselheiros.

Gary Chapman, Ph.D., é casado há mais de 45 anos com Karolyn. "Doctor Love" (ou Doutor Amor, como é conhecido nos EUA) já escreveu mais de 15 livros, sendo a grande maioria sobre relacionamento afetivo, o que faz de Chapman um dos maiores autores do mundo no gênero. Seu livro mais conhecido é As cinco linguagens do amor.

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