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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Reflexão: Entendi

Entendi... Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens... Que para voar, não é preciso ter asas... Que para sonhar, não é preciso dormir... Que para querer, não há limites... Entendi que para cantar, não precisa ser afinado... Que para saber, nem sempre precisa perguntar... Que para ter fé, não é preciso explicar... Que para chorar, não é preciso doer... Entendi que para dizer, não basta falar... Que para sentir, basta um coração... Que para beijar, pode ser com os olhos... Que sorrir, pode começar de uma lágrima... Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar... Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos... Que para agir, pensar pode travar... Que para viver, não é preciso ter tempo... Entendi que estar não é o mesmo que ser... Que para conquistar, às vezes só depende da espera... Que derrubar, pode ser construindo... Que para chegar, correr pode atrapalhar... Entendi que não preciso entender tudo... Que para ser feliz, não preciso de bons motivos... Que para fazer calar, não é preciso ter razão... Que ter medo, pode ser com muita coragem... Entendi que paradoxo tem outro lado ou não... Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça... Que para ganhar, pode ser perdendo... Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo... Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também... Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro... Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu... Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho... Entendi que a distância é um conceito nada matemático... Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas... Que para ficar perto, só é preciso imaginar... Que para amar, não precisa de mais nada... Pablo Massolar Leia outros artigos em www.ovelhamagra.com/

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sugestões de atividades de um grupo de casais.

Outras atividades que poderão ser desenvolvidas através do ministério de casais local:


. Cultos nos lares dos casais novos convertidos ou casais com problemas

. Retiro Anual

. Consagração com todos os casais

. Vigílias

. Passeios em parques, clubes, outras cidades

. Intercâmbios com outros ministérios de casais

. Serenatas

. Realização de casamentos de irmãos menos favorecidos (amasiados).

. Realização de bodas de prata ou Ouro.

. Realizar ação social entre os casais necessitados.

. Cultos de bebê

. Encontro e chá para mulheres.

. Encontro só de homens

. Gincanas

. Comemorações de datas importantes

. Coral ou conjunto de casais.



chefe ou líder?

Há uma enorme diferença entre ser um líder e um chefe, veja algumas delas:


·O chefe acredita que sua função é empurrar as pessoas adiante; o Líder Servo acredita que deve dar o exemplo e apoiar as pessoas que querem segui-lo. “porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros. Lucas 6:44 ·


O chefe acredita que seu papel é dar ordens; o líder Servo acredita que o seu papel é demonstrar na prática o fundamento da prática de servir o próximo. “Quem quiser tornar-se entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será o servo de todos.” Marcos 10:43 ·



O chefe acredita que sabe as respostas; Líder Servo acredita que deve levar as pessoas a se questionar sobre as suas perguntas. “São seus olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhes forem bons, todo o teu corpo será luminoso, se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão. Mateus 6:22 ·



O chefe acredita em resolver problemas e tomar decisões; o Líder Servo acredita em facilitar a resolução de problemas e a tomada de decisões por parte dos outros sendo o exemplo. O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta o discípulo ser como o seu mestre, ao servo como o seu senhor. Mateus 10:24 ·



O chefe acredita que sua função é apontar erros; o líder servo acredita que sua função é celebrar o aprendizado. Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração. Mateus 11:29

terça-feira, 18 de maio de 2010

Um homem prá chamar de seu.

Por Pr Ismael.

 Ah, que maravilha se todo marido soubesse o quanto é bom para a esposa que ele se apresente como o braço forte, a mão amiga, o apoio em alguns momentos importantes de suas  vidas.
Nós teríamos menos mulheres nos consultórios buscando apoio psicológico,menos separações e mais alegria nos relacionamentos.
Que bom seria se ele ouvisse o que Adão ouviu da parte de Deus: "Adão, você vai lavrar e proteger".


Homem, você não foi chamado só para o trabalho, mas também para a proteção na sua forma mais ampla.Muitas vezes como maridos, temos protegido a nossa casa com equipamentos e toda uma parafernália de segurança, é uma camara de tv no portão, a cerca elétrica sobre os muros e tantas outras coisas.

Por aquilo que tenho ouvido nos aconselhamentos, mesmo com todos estes meios à sua disposição, as esposas continuam a se sentirem desprotegidas, se não na sua segurança física, mas na emocional.

Quando a Bíblia fala que é para que os homens tratem as esposas como a parte mais frágil do relacionamento conjugal, ela não está brincando com isso. A Palavra de Deus tem sempre razão. Como disse o Pr Luciano Subirá, "eu creio em tudo o que está escrito na Bíblia, até na capa".

Fico imaginando quantas vezes a mulher gostaria que ele estivesse ali, ao seu lado, quem sabe mesmo sem dizer palavra alguma, bastaria estar ali. Penso nas muitas mulheres que vão sozinha ao consultório médico buscar o exame de mamografia ou outro exame qualquer e quando recebem a má notícia no consultório, olham para um lado, para o outro, mas não tem ninguém para lhe dizer " Tudo bem, vamos lutar, vai dar tudo certo, vai passar, estou aqui com você". Ao invés disso, vejo homens dizendo " Ela que vá sozinha, eu não sou médico", puxa, que pena que seja assim.

Sabe queridos, vejo homens sendo doce com a estranha no telefone, mas azedo com a esposa, vejo homens não assumindo seu papel, enviando a mulher para dar satisfações da conta não paga, vejo homens sobrecarregando mulheres ao mesmo tempo em que não lhes supre suas carências afetivas, vejo homens que estão há muito na igreja, mas ainda não aprenderam a abraçar a esposa.

Outro dia, depois de uma palestra para a família, uma esposa se aproximou, tinha lágrimas nos olhos, e me disse: "Pastor, faz vinte anos que não recebo um abraço do meu marido", fiquei assim, atônito, não soube o que lhe falar naquele instante, pensei em lhe dar um abraço carinhoso, mas tive medo e não o fiz ( me arrependo até hoje).

O Pastor Josué Gonçalves em uma palestra para Pastores em Bauru, contou o seu dilema quando foi com sua esposa buscar o resultado de uma exame que apontou para um cancer de útero,e ele conta, que se sentaram no carro e juntos choraram até não terem mais força para chorar, e depois ele disse: "Bem, vamos orar, Deus será conosco". Viu a diferença. Ah, e ela foi curada, pois tinha um marido que orou por ela e com ela, um marido que estava lá, que chorou junto, que pediu ajuda do céu.

Muitas vezes as mulheres se mostram fortes, valentes, lutadoras, que brigam pelo bem estar da família, estão aí juntas na construção do ninho. Mesmo assim, saiba que debaixo da armadura,daquela casca, existe alguém frágil emocionalmente, que carece de um abraço, de um afago. Alguém que muitas vezes deseja ser carregada no colo, ser apoiada nos seus infortúnios. Alguém que quer " um homem prá chamar de seu".

Estaria o divorciado condenado a viver solitário o resto da vida

Alguém escreve para o site www.frutodoespirito.com.br, na seção aconselhamento, e pergunta se o divorciado poderia se casar de novo ou teria que viver solitário o resto de vida.Ao que lhe foi respondido pelo editor do site, Pr. Denilson Torres: Resposta: Paz e bem, Estamos vivendo dias difíceis. Hoje os casamentos estão tornando-se cada vez mais efêmeros. Hoje casa-se com a expectativa de separação. “Se não der certo, separa” é a frase que mais se tem ouvido nos dias atuais, quando se fala em casamentos, quase como um mantra. Há não muito tempo atrás representava um verdadeiro escândalo quando um crente se divorciava. Pastores então, nem pensar! Hoje o que tem havido no meio de nós são casamentos desfeitos e eu, que trabalho especificamente com aconselhamento de casais, tenho visto e sentido na pele a dor e o sofrimento que esta situação tem causado. O grande problema a meu ver é a leviandade dos divórcios nos dias atuais, se separa porque quer liberdade, ou por que encontrou alguém mais novo ou mais interessante; se separa por tédio ou por conta de paixões passageiras, e com raríssimas exceções a verdade é que a imensa maioria dos casamentos se dissolvem por motivos banais, por falta de perdão e por falta de arrependimento. Por egoísmo e por descontrole de desejos, em uma sociedade que vende que ser feliz é fincar seus pés nestes dois pilares. Tudo isto é triste, pois mostra uma sociedade intolerante, egoísta, escrava dos prazeres. Uma sociedade de crianças que se deslumbram com contos de fadas, contados nas novelas, nos romances açucarados, nas propagandas de margarina e não entende a realidade que é muito mais rica. Não existem casamentos perfeitos, simplesmente porque não existem pessoas perfeitas. Tenho trabalhado em aconselhamento, oração, clamor, inclusive com pastores, para que Deus possa reverter este quadro. E tenho visto Deus operar, apesar de tudo. A sua questão é altamente pertinente. Com este exército de pessoas feridas, magoadas, decepcionadas, o que se pode fazer? É lícito um novo casamento? Ou devem manter-se em celibato? Como sempre digo, a Bíblia é muito simples e direta, mas a vida, ao contrário, é complexa e tortuosa. A Bíblia expressa o ideal de vida que nós devemos almejar, mas a vida neste mundo caído está longe, às vezes muito longe, de sequer permitir que este ideal seja alcançado. O chamado que recebi de Deus, como profeta do Senhor, é exatamente poder trabalhar para ser absolutamente fiel à simplicidade da Palavra, mas ao mesmo tempo aplicá-la à complexidade da vida, conforme a Graça de Deus explícita na própria Palavra. Assim sendo, posso afirmar que, quanto ao divórcio, a Palavra é muito clara e simples. Deus abomina o divórcio (Ml 2:16); o que Deus uniu, não separe o homem (MT 19:6); Aos casados ordeno, não eu mais o Senhor, que não se separem (1 Co 7:9-11). Este é o princípio Bíblico para o casamento e há bênçãos para os casais que perseveram nesta verdade. Meu próprio casamento é prova disso. Não foram poucas às vezes que eu e Leila chegamos a conclusão que era impossível continuarmos juntos, que chegáramos a um beco sem saída, mas pela misericórdia e graça do Senhor nossa aliança permanece firme e, olhando para trás, vejo o quanto tem valido à pena continuar com a mulher que escolhi um dia para compartilhar minha caminhada. Mas e se mesmo assim o casamento for dissolvido, pode-se casar-se novamente? Mais uma vez a Bíblia é clara: Quem casar-se de novo comete adultério (Mt 19:9); se, porém vier a separar-se que não se case (1 Co 7:10). Estes são os princípios da Palavra. E não podemos nem devemos pervertê-la. A Palavra. Ela mesma irá nos ensinar como aplicar isto em nosso mundo cheio de contradições onde não praticamos o que desejamos, mas fazemos o que abominamos. Uma coisa é os ideais bíblicos, outra coisa é a realidade da vida. O grande problema é que não entendemos a Bíblia, consideramos como se fosse o novo livro da lei, onde ou se é do jeito que está escrito ou se está em conluio com o diabo. Somos intolerantes, rígidos, inflexíveis, especialmente quando o problema não é conosco. Sim, porque quando a angustia bate a nossa porta, sabemos muito bem flexibilizar as coisas. Eu falei que o chamado que Deus me deu é ser absolutamente fiel à Palavra e ser fiel na aplicação desta Palavra à vida em suas complexidades. Ora, tal coisa não pode ser feita a meu bel prazer, só posso fazer mediante a própria Palavra. E o que a Palavra nos ensina a respeito da vida, quando deixamos o mundo ideal e aterrissamos aqui neste mundo caído? Deixemos que a própria Palavra nos ensine. Leia em Mateus 19:9-12, nesta passagem Jesus deixa claros os princípios espirituais da indissolubilidade do casamento e das restrições a uma nova união. Ao terminar sua fala, os discípulos chegam à conclusão que muitos dos que me lêem podem ter chegado: “Se é assim, então é melhor nem casar”, pois a vida nos prega peças, a convivência pode tornar-se árdua, as mágoas podem se transformar em feridas profundas demais para cicatrizar, as agressões físicas e psicológicas podem ser insuportáveis. E como conviver com isto? Como caminhar tendo tanta dor dentro do peito? Será que depois de tanto sofrimento, até a possibilidade de recomeçar é negada? Após a dor das angustias de alma que acompanham todo processo de divórcio, após perder seus sonhos, planos, vida, ainda se condena à solidão? Esta questão foi respondida por Jesus que nos aponta para a Graça, sempre ela. “Nem todos são aptos, mas apenas aqueles a quem é dado”. O ideal é que o casamento seja indissolúvel, mas neste mundo caído em que estamos, Deus em sua infinita misericórdia não deseja que nos tornemos eunucos, a não ser se Ele próprio nos capacitar a isto. O que Jesus nos ensina é que devemos lutar em todo tempo pelos nossos casamentos e tentar com todas as forças manter os nossos vínculos, pois este é o propósito da união que nos faz uma só carne. Mas se tal não for possível, e cada situação é única e as motivações dos corações só Ele sabe desvendar, cabe a nós usar de misericórdia não impondo sofrimento sobre sofrimento. Não temos o direito de acrescentar carga ao pesado fardo que é viver neste mundo tão cheio de dores. O fardo do Senhor sempre será leve. Ministério Fruto do Espírito www.frutodoespirito.com.br

domingo, 16 de maio de 2010

Dica de livro evangelico para casais : O mito da grama mais verde

Deixo aqui a sugestão de um livro muito bom para quem está lutando contra a infidelidade, seja como autor ou como vítima,e mesmo para aqueles que não querem passar por ela e sabiamente desejam conhecer um pouco mais deste inimigo, e assim, poder vencê-lo à tempo. Título: O mito da grama mais verde. Neste link você o encontra em ebook gratuíto. http://www.4shared.com/document/J_s76dA6/O_mito_da_grama_mais_verde_-_J.html

domingo, 9 de maio de 2010

Um bom conselho.

" Pelo menos uma vez por semana estabeleça a necessidade de massagens relaxantes e eróticas, para diminuir o estresse , curar nossas dores musculares de tensão e raiva, nossas fibromialgias de trabalhos repetitidos e estenuantes, criar clima de intimidade e leveza na nossa relação, e com certeza resultara num sexo vigoroso, saudável e restaurador. Esta em nós as soluções e criatividades para resgate do tempo de vida e de sexualidade, é uma questão de escolha, de valor e de objetivo. Com estas atitudes , e outras tantas possíveis, passaremos a desfrutar muito mais de nossas vidas e dos prazeres que ela reserva." Por WALDIR M AREVALO , médico ginecologista, cristão.

sábado, 8 de maio de 2010

O que vale na relação sexual do cristão?

Sexo – Entre quatro paredes pode tudo? O que um casal cristão deve ou não fazer? Faça sol ou faça chuva, no frio ou no calor, com cansaço ou relaxado, não importa. O apetite sexual do brasileiro não encontra barreiras para se satisfazer. As pesquisas sinalizam, a mídia incrementa, os produtos estimulam. E o casal que busca viver dentro de princípios cristãos, com fidelidade conjugal e ética moral nem sempre consegue administrar desejos e possibilidades. Afinal, a própria Bíblia está cheia de orientações sobre comportamento afetivo e sexual entre casais. O apóstolo Paulo enfatizou que homem e mulher devem sempre manter um acordo sobre suas relações sexuais a fim de evitar tentações (1 Cor 7:5). Diante de tantas pressões, o escritor do maior número de cartas do Novo Testamento sintetizou muito bem: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por elas” (1 Cor 6:12). Assim sendo, o que seria lícito ou não para um casal cristão nos momentos de intimidade? Existe alguma recomendação específica sobre regras e práticas do que deve ocorrer entre marido e mulher dentro de quatro paredes? O que mais tem afligido os casais na hora da relação sexual? E por mais que o homem ou mulher brasileiros se mostrem despojados de pudores ou questionamentos, sempre há aqueles que querem esclarecer e discutir suas opiniões. Casais crentes, sejam mais liberados ou não quanto à sua performance com o parceiro, também necessitam de mais esclarecimento. Com o índice de separações cada vez maior em famílias evangélicas, não se pode desconsiderar que, muitas vezes, problemas no sexo são o estopim para um divórcio. A freqüência do ato sexual é uma dessas questões sempre debatidas. Alguns reclamam de excesso, outros de falta de sexo no casamento. Saber reconhecer o limite do cônjuge na hora de determinar a freqüência nas relações sexuais é fundamental. É claro que a atração e vontade de fazer amor com a pessoa amada é saudável, desde que o desejo de um não se torne o tormento do outro. Mas como saber se o número de relações de um casal está além da conta? De acordo com especialistas, essa resposta é variável e deve ser dada pelo próprio casal. O excesso ocorre quando a freqüência ultrapassa uma média dentro do casamento, isto é, a quantidade de vezes com a qual os dois estavam acostumados começa a aumentar, ou quando supera a vontade do outro. O médico Ademir Pacelli Ferreira, professor do Instituto de Psicologia da Uerj, explica que a expressão “excesso de sexo” não é um conceito psicopatológico. “É um termo que parte de uma norma, aparecendo como queixa de um”, afirmou. Ele diz que é difícil haver equilíbrio no apetite sexual, pois sempre haverá um mais estimulado que o outro. É a convivência e o perceber-se um ao outro que define quem vai ceder e o que vai ceder a fim de que o casal encontre um caminho comum. Identificar a raiz do comportamento é uma tarefa de marido e mulher. E se chegar a um acordo for complicado, procurar ajuda externa é a orientação. O recém-casado Pedro Vieira, 25 anos, está sentindo na pele os efeitos do seu desejo. Casado há apenas oito meses, ele admite que sua esposa de 20 anos tem se queixado do seu apetite, sinalizado diariamente. “Por mim, eu manteria relações com minha esposa todos os dias, mas ela reclama”, reconheceu. O conflito tem algumas razões que já começam a aparecer. A primeira é a formação. Ela é evangélica de berço, e ele está freqüentando a igreja. Ambos têm, portanto, valores diferentes. Diante da negativa, ele diz que insiste e, quando não vê alternativa, vai dormir chateado. “Fico chateado só na hora, mas procuro entender. Depois passa. Às vezes, minha esposa também fica brava”, emendou. Apesar do desentendimento, garante que o casamento não foi abalado. Tradicionalmente, o maior desejo vem do homem. E, diante da situação, a reação da mulher vai depender de sua orientação nas diferentes áreas do comportamento: sexualidade e espiritualidade, por exemplo. Martha Gonçalves enfrentou o mesmo desafio da esposa de Pedro Vieira. Ela conta que os 15 anos de casamento não afetaram em quase nada o comportamento do marido, que a procura a cada dois dias, e, dependendo da semana, o convite pode ser diário. “Ele teve formação diferente da minha, converteu-se depois. Então, procurei entendê-lo, assim como ele também procurou me entender. Fiquei um pouco assustada no início, porque não esperava que fosse tão freqüente, mas vi que era uma necessidade dele. Como eu tinha saúde, fomos nos moldando”, lembrou Martha, que afirma que foram poucas as vezes que negou sexo. “Quando isso acontece, ele entende. Pensava também que, se ele não satisfizesse seu desejo comigo, poderia procurar fora de casa.” E de acordo com Pacelli Ferreira, há homens que justificam o adultério pela resistência da mulher. PERSPECTIVA FEMININA Sob a perspectiva feminina, a médica Esther Ribeiro explica que se a excitação for natural, não traz qualquer tipo de problema para o corpo da mulher. “Se a mulher for muito amada, ela não tem limite”, atestou. Para a especialista, que é ginecologista, terapeuta familiar e pastora, o único período em que a mulher deve evitar manter relações é o menstrual, quando o sangue é um elemento que facilita infecções e o colo do útero está muito aberto, possibilitando a subida de bactérias. Como terapeuta familiar, Esther diz que prejudicial não é o excesso em si, mas como a mulher (ou o homem) está desfrutando da relação. “Estamos vivendo em um mundo onde o que importa é o ‘meu’ prazer e não o ‘nosso’ prazer. Os casais não conversam, não namoram. Quando isso acontece, o prazer é um prazer egoísta, o que gera relacionamento anômalo”, alertou. Outro ponto pouco discutido e que poderia ser mais explorado é o “mapa erógeno”. Muitos casais ainda precisam conhecer e saber desfrutar das zonas erógenas do seu corpo e do cônjuge para que a sexualidade no casamento seja mais prazerosa. Para dar e receber prazer, o casal deve explorar este “mapa” existente no corpo do seu esposo ou de sua esposa. Mas o que é zona erógena? São partes do corpo especialmente sensíveis às carícias, porque têm muitas terminações nervosas. Quando a pessoa está receptiva, a estimulação dessas áreas provoca sensações fortes, que desencadeiam reações sexuais. A pele, em si, é praticamente uma zona erógena em potencial, mas certas partes do corpo têm reações mais fortes, como lábios, pescoço, lóbulo da orelha, nuca, peitos, pés, dentre outras. ZONAS ERÓGENAS MULHERES Frente: orelhas, boca, palmas das mãos, mamilos, barriga, parte interna da coxa, dedos dos pés Ponto especial: clitóris Costas: nuca, bumbum HOMENS Frente: olhos, cantos da boca, pescoço, dedos dos pés, mamilos, barriga, virilha, pés, glande (cabeça do pênis) Costas: bumbum FOCO SENSÍVEL Os pontos erógenos mais sensíveis são diferentes para cada pessoa e provocam reações diversas à estimulação. A melhor forma para descobrir o próprio “mapa erógeno” e o do cônjuge é a exploração mútua. O modo como as carícias são feitas também provoca reações diferentes. É justamente a exploração sexual que o pastor Gilson Bifano orienta aos casais para melhorar a vida sexual. Partindo da teoria para a prática, ele recomenda um exercício chamado “foco sensível”: os cônjuges acariciam suavemente todo o corpo um do outro, sem intenção de penetração. Segundo Bifano, que é fundador do Ministério de Família Oikos, o objetivo é fazer o outro conhecer a sensibilidade de seu próprio corpo. “Pode usar uma pena ou pluma ou a mão de maneira suave”, ensinou. O pastor alerta para o fato de que os casais, especialmente cristãos, devem aprender que o ato sexual não se reduz apenas ao binômio pênis–vagina. “Quando um casal restringe o ato sexual a isso, a relação, com certeza, se empobrece. Devemosmostrar a maridos e esposas crentes que a sensualidade, quando usada para atrair o cônjuge, não é pecado e é até recomendável”, ressaltou ele. A psicoterapeuta e especialista em sexualidade Carmen Lúcia Otero Janssen diz que durante o ato sexual as pessoas precisam parar de se preocupar com o desempenho e priorizar a exploração das sensações dos cinco sentidos (tato, olfato, audição, visão e paladar). “A pessoa fica muito preocupada em mostrar habilidade e impressionar o parceiro. Ou seja: ‘Vou arrasar na cama.’ Em vez disso, deve sentir o toque e doarse mais para o outro e entrar em contato com a afetividade”, destacou ela, que já escreveu o livro “Massagem sensual para casais enamorados”. A publicação ensina os casais a usarem a massagem como veículo para o desenvolvimento da sexualidade amorosa. Carmem Lúcia Janssen frisa que hoje a sexualidade está muito banalizada e muito rápida. “As preliminares são importantes tanto para homens quanto para mulheres. O ato sexual, para o homem, é muito genitalizado, e ele não percebe que perde com isso. Ao demorar nas preliminares (zonas erógenas), os parceiros ganham mais qualidade na vida sexual”, explicou ela, que é pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática de São Paulo (Isexp). O fato é que quando o casal apresenta problemas na cama, o relacionamento pessoal também sofre conseqüências. Um exemplo disso é a contabilista L.S. “Sentia muita dor na relação sexual e por conta disso passei a evitar o meu marido”, disse. Assim, o casal começou a brigar. A solução foi procurar ajuda de um psicólogo cristão. “Durante a terapia, aprendi a importância de me doar, e a psicóloga ensinou que devemos demorar nas preliminares. Melhorou bastante, e reduzimos as nossas brigas”, garantiu. Gilson Bifano afirma ainda que a comunicação – antes, durante e depois da relação sexual – é importante. “Os cônjuges devem perguntar onde o outro gosta e não gosta de ser tocado, o que causa maior e menor prazer.” FETICHE E o fetiche? Como pode interferir na vida sexual do casal? Será um desvio, um comportamento anormal ou até pecaminoso? Fetichismo, na psicanálise, significa “desvio do interesse sexual para algumas partes do corpo do parceiro, para alguma função fisiológica ou para peças do vestuário, adorno” (“Dicionário Houaiss”). O termo começou a ser usado com essa conotação a partir dos estudos de Freud, pois, originalmente, a palavra vem de “feitiço” e designava um objeto a que se prestava algum tipo de culto, ou possuidor de poderes mágicos. O psiquiatra Albert Zeitouni, baseado na teoria freudiana, esclarece que “a criança, ao perceber que a mãe não possui um pênis, recusa-se a aceitar essa realidade porque acredita que o seu órgão masculino também poderá ser perdido, então cria um substituto para o pênis da mãe, que é o fetiche”. Segundo ele, o fetiche se estabelece como um estímulo sexual durante a infância, e quando o homem torna-se adulto não o abandona em troca da pessoa total, pois o fetichista acredita que precisa daquele objeto ou parte do corpo feminino para conseguir a ereção. Os tipos de fetiches mais comuns são os relacionados às partes do corpo da mulher, como pés, unhas, mãos, além dos objetos femininos, como meias, sapatos de salto alto, “lingeries”. Na prática sadomasoquista – aquela que envolve a dominação de um dos parceiros – são utilizadas roupas e objetos de couro, além de chicotes. A psicóloga Márcia Bittar Nehemy, especialista em Sexualidade, realiza terapia de apoio e diz que a psicologia considera que todas as pessoas são fetichistas em algum grau, mas muitos não conseguem obter prazer sexual sem o seu fetiche. O evangelista da Assembléia de Deus João Luiz Paim da Silva, estudioso do assunto, garante: “O fetiche moderno, que muitos julgam inofensivo, é uma porta aberta para o diabo”. Como exemplo, cita o fetiche por pés e pergunta: “Como será se o homem que gosta de pés encontrar e desejar outro pé, que não o da esposa, pela rua, e começar a segui-lo? Certamente, logo virá o adultério.” Pastor da Igreja Batista Nacional, Disney Macedo acredita que os fetiches que não desrespeitam a relação do casal podem fazer parte da vida íntima dos cristãos. Isso se houver um acordo entre eles, sem, no entanto, incluir o sadomasoquismo. Nessa perspectiva, o homem tem de ter domínio próprio e, por isso, pode utilizar um fetiche, mas nunca ser dominado por ele. Quando atinge níveis patológicos, causando constrangimentos, o fetiche é visto como um problema. Outras vezes, pode “apimentar” a relação entre o casal, embora muitos cristãos considerem qualquer coisa ligada à sexualidade como pecado e não como algo prazeroso. A sociedade explora cada vez mais o fetichismo, mas o que acontecerá se as pessoas não amarem mais umas às outras em sua totalidade, pela sua beleza física, mental, intelectual e caráter, mas, sim, desejando apenas uma de suas partes ou um de seus objetos de uso pessoal? Esse questionamento é feito por Maria Andrade, 40 anos, que teve um marido fetichista. “Ele não me via como mulher. Eu era apenas um pé e, para agradá-lo, acabei ficando obsessiva em cuidar dessa parte do meu corpo.” Hoje, garante que minimizou bastante o problema, mas precisou passar por tratamento com um sexólogo. Muitas pessoas usam, de fato, a criatividade para “apimentar” a relação a dois, com a inclusão de carícias, “lingeries” sensuais, mudança de posições, etc. Até mesmo os casais evangélicos são estimulados, em muitas denominações, a ousarem no sentido de dar prazer ao parceiro e demonstrar o carinho e o amor que um tem pelo outro. Assim, marido e mulher são legitimamente motivados a erotizar a relação, isto é, investir em novidades. Vale um jantar romântico, uma viagem a dois. Até aqui não há muita polêmica, mas existem algumas práticas que geram discussão dentro da Igreja, como, por exemplo, o sexo anal: casais evangélicos podem usufruir dessa alternativa? Como é vista a prática do sexo anal por alguns pastores, psicólogos e casais evangélicos? EXEMPLOS DE FETICHES No cinema: “A Insustentável Leveza do Ser”, Philip Kaufman, em que o personagme pede a suas parceiras que usem um chapéu durante o ato sexual. Na literatura: “O livro de cabecira” (1996), de Peter Greenaway, mostra uma modelo que mantém o hábito de pedir a calígrafos que escrevam livros em seu corpo. Na música: Madonna explora o sadomasoquismo, com seus chicotinhos, botas e lençóis de seda. CARDÁPIO DA ARTE SEXUAL Não há consenso na resposta, já que especialistas na área de saúde e pastores têm opiniões divergentes sobre o assunto. Muitos condenam a prática e são categóricos em afirmar que sexo anal é pecado, principalmente porque a sociedade está saturada de sexo pervertido, onde o ser humano busca a satisfação própria e não a do outro. Há psicólogos e médicos que dizem que o sexo anal é uma alternativa sexual que – se tomados os devidos cuidados de higiene durante o ato sexual – não traz problemas de saúde. Esse grupo também ressalta que a decisão de incluir ou não o sexo anal no “cardápio da arte sexual” do casal deve ser uma decisão de ambos. O médico ginecologista e membro da Igreja Batista Sérgio Macedo explicou que o desejo de praticar o sexo anal tem uma explicação psicológica: essa manifestação sexual está presente nas relações heterossexuais porque os homens, buscando uma variação sexual com suas parceiras, fantasiam a penetração anal como uma grande realização de conquista, sem falar de um certo sentimento de domínio e poder. As mulheres, em sua maioria, têm na fantasia sexual o desejo anal mais como uma tentativa de satisfazer os impulsos sexuais do parceiro, agregando a essa experiência a possibilidade de demonstrar a entrega total, isto é, o quanto estão envolvidas na relação. Evangélica há oito anos, a comerciante M.P. diz que sexo anal faz parte da sua rotina sexual há muito tempo. Ela o considera legítimo porque tal prática é feita com seu marido. “Não me sinto culpada. Nós dois gostamos e nos sentimos à vontade para, de vez em quando, inovar a nossa relação sexual”, revelou. A inclusão da prática na vida do casal, segundo o médico e pastor da Igreja Maranata do Rio de Janeiro, Paulo César Brito, mostra que a sociedade está se corrompendo a cada dia. Para ele, os evangélicos têm na Bíblia um padrão de ética que tem de ser respeitado. “Não dá para deixar entrar na Igreja esses conceitos sociais e culturais que vão contra a Palavra”, esclareceu. De acordo com Brito, a adoção de sexo anal entre casais evangélicos é pecado porque vai contra a natureza determinada por Deus: sexo entre um homem e uma mulher, cujo órgão principal é a vagina. “Esse orifício [o ânus] foi feito para eliminar fezes. A Bíblia diz que os sodomitas não entrarão no Reino dos Céus. O que é sodomita? Quem faz sexo anal”, definiu ele, baseando-se no texto de Romanos, capítulo 1. Ele acha que os casais evangélicos que fazem tal prática revelam desconhecimento bíblico. “Ou não querem ver a verdade porque não lhes interessa. Procuram variantes que justificam as suas práticas.” Para o médico e pastor da Igreja Maranata do Rio de Janeiro, Paulo César Brito, não dá para deixar entrar na Igreja esses conceitos sociais e culturais que vão contra a Palavra. O pastor Marcelo de Andrade e Silva endossa as palavras do seu colega, mas é mais comedido em relação ao texto bíblico que proíba literalmente o sexo anal. “Não temos um texto claro na Bíblia que seja contra a prática de sexo anal entre um homem e uma mulher. Porém o sexo anal constitui uma violência ao organismo porque Deus criou cada órgão no corpo humano com uma função. No caso do ânus, ele foi feito exclusivamente para defecar”, pontuou Andrade e Silva. Para o pastor, há outras formas de se obter prazer sexual. “O sexo é um manjar deixado por Deus para que possamos usufruí-lo.” Para o casal E. e R., não há problema em seguir a orientação pastoral porque desde o curso de noivos, dado na Escola Dominical, os dois aprenderam que o sexo anal é contra a vontade de Deus. “Nunca sentimos qualquer curiosidade ou desejo de experimentar. Porém, para não cair no tédio, praticamos sem ‘neuras’ o sexo oral”, disse ela, que está casada há sete anos. Os dois pastores alertam ainda para o fato de o ânus não ter sido feito para o sexo – a prática pode provocar fissuras, infecção urinária, além de dor –, pois o órgão não tem lubrificação natural como a vagina. O material contido na ampola retal, que é a última parte do intestino e que desemboca no ânus, é cheio de bactérias, cuja presença é normal no local, mas nas vias urinárias pode levar ao aparecimento de lesões e infecções, às vezes, graves. Além disso, é uma relação mais traumática, provocando freqüentemente escoriações por onde podem entrar microorganismos, atingindo a corrente sangüínea e causando diversas doenças. O ginecologista Sérgio Macedo afirma que, fisiologicamente, não existe qualquer contra-indicação para a prática do sexo anal. “No entanto, lembro que não é um órgão com a mesma elasticidade da vagina. O sexo anal praticado com os cuidados necessários não causa nenhum dano, nem de alargamento do ânus, nem de perda do controle do esfíncter (músculo da região anal)”, garantiu ele. Para resolver a falta de lubrificação, o médico aconselha o uso de géis à base de água encontrados em qualquer drogaria. Ele diz que a prática do sexo anal requer alguns cuidados, como o consentimento espontâneo de ambos, a necessidade do intestino estar limpo, e o homem deve ter o cuidado de urinar após a relação. E lembra ainda que o sexo anal não pode ser feito antes do vaginal por causa do risco de transmissão de doenças. Ele assegura que a relação anal não pode substituir a vaginal, principalmente porque a falta de prazer naquele tipo de relação é muito usual. “A maioria das mulheres não tem orgasmo no sexo anal. O órgão erógeno da mulher é o clitóris”, ressaltou. Em relação à religião, para Sérgio Macedo, o casal deve ter bastante discernimento espiritual. “Se não há culpa, e o casal, de vez em quando, achar que o sexo anal pode ser algo diferente na rotina do dia-a-dia, não vejo problemas”, ressaltou. Marcelo de Andrade e Silva acredita que as mulheres muitas vezes acabam cedendo aos maridos por medo de que estes busquem experiências extraconjugais. “A mulher deve ser veemente nos seus princípios. A fidelidade é mais um traço de caráter do que de falta de atendimento de um desejo. O casal pode usufruir um com o outro, sem cair no desvio moral que é a busca pelo prazer a qualquer preço”, alertou. Segundo ele, se em algum momento a relação visa à obtenção narcisista e individualista exclusiva do próprio prazer, foge aos princípios determinados por Deus. CHEIRO No jogo da sedução, os sentidos desmpenham papel importante. Mas é o olfato o que mais instiga a curiosidade e aguça a imaginação da espécie humana. Tanto que há uma discussão sobre o poder do feromônio (substância química exalada pela fêmea para atrair o macho) e o enigma de sua existência e função na espécie humana. Entretanto, a dúvida permanente, Os cientistas, porém, não discutem a existência do feromônio em mariposas, elefantes asiáticos e camundongos, que exercem um papel tão fundamental quanto surpeendente no acasalamento, Feromônio vem das palavras gregas “phero” – que significa “transportar” – e hormônio, combinadas. Para a psicoterapeuta Carmem Lúcia Janssen, o sucesso das relações amorosas está muito mais ligado ao resgate da auto-estima, à predisposição em se abrir ao outro e à percepção que a pessoa tem de si mesma do que aos feromônios ou de qualquer outra espécie de afrodisíaco. “A auto-estima é a base de tudo. Para eu ser atraente, preciso me sentir atraente”, atestou. “Não há nada de errado em usarmos oso odores como ferramentas de sedução. Mas se quisermos aumentar nosso poder de sedução, precisamos trabalhar duro no resgate de nossa auto-estima.” SEXSHOPS E quanto às lojas especializadas em produtos eróticos que atraem pessoas em busca de mais prazer, as intrigantes “sexshops”? A visita a esses estabelecimentos costuma ser vista como natural pela maior parte das pessoas, mas, para os evangélicos, a atitude pode ser um ponto de conflito. Sais de banho e óleos afrodisíacos, vibradores, cintas de couro masculinas e femininas, massageadores, elementos de sadomasoquismo e fantasias, alongadores penianos, próteses, roupas íntimas comestíveis para homem e mulheres, géis, pomadas, “lingeries” e toda sorte de produtos estimulantes para uma relação sexual são encontrados em “sexshops”, que já têm suas versões na internet e até por catálogo de porta em porta, estilo Avon. Com preços que estão longe de serem prazerosos, elas aguçam a curiosidade de muitos. É o caso de Paula Moura (nome fictício). Ela e o marido são evangélicos e não vêem qualquer tipo de problema em freqüentar uma dessas lojas. “Não gosto de produtos de sadomasoquismo ou fantasias, mas há coisas interessantes”, admitiu. Na opinião do psicólog e pastor batista Silas de Freitas, a curiosidade pode ser o início de um hábito. “A curiosidade pode levar o indivíduo a ceder à vontade de experimentar artifícios que não podem melhorar o relacionamento”, disse. Para ele, é o ajustamento na relação conjugal que torna o sexo mais prazeroso. “Eu tenho mais de 30 anos de casado, e meu envolvimento é tão bom quanto antes. Talvez melhor”, acrescentou. Ele crê que, quando tudo está ajustado, o casal cria mecanismos excitantes. Para a bispa metodista Marisa Coutinho, a criatividade faz parte do relacionamento. “Não vejo problemas no uso de óleos de massagem, por exemplo. Mas entendo que a questão não é se o casal evangélico deve ir à “sexshop” ou não. Mas por que razão quer ir”, argumentou. Ela entende que se a motivação for suprir uma carência que o casal esteja enfrentando, talvez as novidades possam até atrapalhar. Silas de Freitas ainda diz que o ato sexual por si mesmo não satisfaz mais, precisa de novidades, de elementos inusitados para valer-se. Tudo isso também tem muito a ver com o tipo de vida imediatista que as pessoas têm levado. Em vez de investir no relacionamento dia após dia e aprender sobre o outro, sobre o que lhe dá prazer, o indivíduo prefere alternativas que lhe permitam pular essas etapas. LUGAR CERTO, NA HORA CERTA Nessa perspectiva de recriar momentos de prazer a dois, o lugar certo para fazer amor também é questionado. É pecado o casal casado e evangélico ir ao motel? O assunto gera discussões diversas. Para alguns, o ambiente é considerado casa de prostituição e carregado de maus espíritos. Outros, no entanto, não vêem problema algum. Aproveitam as datas especiais, como aniversário de casamento, para sair da rotina e “aquecer” a relação. A palavra “motel” surgiu nos Estados Unidos, no início da década de 1930, como hotéis de beira de estrada para descanso de viajantes e caminhoneiros e das palavras “Motor Hotels” surgiu “motel”. Eram pequenos espaços que englobavam algumas vantagens como lugar para o carro, água, lenha, casas de banho, chuveiros, lavanderia e preços baixos. Qualquer pequena comunidade oferecia um serviço desses. Com relação ao motel, o pastor da Assempléia de Deus, Silas Malafaia, lembra a questão do escandâlo, pois tudo é lícito, mas nem tudo convém. No Brasil, a idéia apareceu no final da década de 60 com uma conotação romântica explícita nas fachadas, além dos espaços e decoração dos interiores. O pastor Edson Alves não chega ao radicalismo de tachar o motel como ambiente maligno ou local de pecado, mas aconselha que, numa data especial, os casais evangélicos procurem um hotel. Ele acha que o motel não é um local apropriado devido à rotatividade. Mas por ser mais barato, a freqüência é bem maior. “Eu questiono a higiene desses locais”, observou ele. E é a alta rotatividade que faz com que muitos evangélicos considerem o motel um lugar “sujo”. Para esse problema, Doraci e Martinho Santos, da Assembléia de Deus, casados há 28 anos, têm uma solução. Apesar de ainda não terem experimentado momentos a dois num motel, eles não vêem problema algum. A única preocupação seria com a questão da higiene, e Doraci revela que levaria de casa suas roupas de cama e banho, sem problema. O casal sempre procura comemorar as datas especiais em lugares onde possam ficar a sós. Em determinados momentos, a privacidade é fundamental, e, além da economia, o motel proporciona essa possibilidade de ficarem sozinhos por algumas horas. Líder do Ministério Lar Cristão, o pastor Jaime Kemp aponta alguns motivos para aconselhar um cristão a não ir ao motel. Primeiramente, para nunca colocar dúvidas sobre a integridade do casal. Ele acha também que não se deve sustentar moral e financeiramente uma instituição que está contra a família. “O motel, infelizmente, é um princípio de infidelidade.” Outro motivo é a tentação. De acordo com o pastor, se o casal cristão está no motel e se vê tentado a assistir filmes onde outros casais mantêm relações sexuais, isso pode ser prejudicial para o casamento. A polêmica divide mesmo opiniões. Alguns pastores afirmam não ter base bíblica para condenar um casal que queira ter seus momentos de prazer num motel. Pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia chama a atenção, porém, para a questão do escândalo. Ele lembra que tudo é lícito, mas nem tudo convém. “Ter relações sexuais com minha mulher não é pecado em lugar nenhum”, justificou. Silas Malafaia pensa que o casal deve tomar alguns cuidados, mas que, em momento algum, pode considerar que o ato de ir ao motel é pecado. O casal Waldivia e Francisco Cavalcante, da Igreja Batista Manancial, concorda com o pastor, mas lembra que não se deve escandalizar os outros. “Eu não ficaria escandalizada se visse um casal de irmãos em Cristo entrando ou saindo de um motel, porém não acho conveniente”, considerou ela. E o autor do livro “Macho e fêmea os criou”, Carlos “Catito” Grzylowski, argumenta que, para a grande maioria dos casais, o motel tornou-se sinônimo de um local privativo em que se pode ir no anonimato e com uma pessoa que talvez nunca mais torne a encontrar. Isto é, consumir algo e descartar em seguida é a essência do modelo capitalista neoliberal trazida para o evento mais íntimo das relações humanas. Para o pastor Jaime Kemp, se o casal cristão está no motel e se vê tentado a assistir filmes onde outros casais mantêm relações sexuais, isso pode ser prejudicial para o casamento Existem, porém, aqueles que procuram o motel por outros motivos. Os que desejam desfrutar de certas “comodidades” que não possuem em casa a um custo relativamente baixo, como banheiras de hidromassagem, saunas individuais, às vezes, até uma piscina ou um teto solar para observar as estrelas da cama. Para Grzylowski, esses casais crêem que tais detalhes podem incrementar a vida sexual e o romantismo. Ele ressalta que muitos líderes de igrejas estão “coando o mosquito e engolindo o camelo”, isto é, estabelecendo regras e normas sobre locais e formas da relação sexual e esquecendo o mais profundo: a motivação que leva os casais ao ato sexual. “Para mim, um casal que tenha uma relação sexual em casa, no quarto, a portas fechadas e na posição mais convencional possível, porém sem ternura, buscando só o orgasmo e até, às vezes, forçando o cônjuge a uma relação num momento indesejável, esse já quebrou o princípio básico de amar ao próximo, mandamento máximo do Evangelho (Mateus 22:39), colocado por Jesus em pé de igualdade ao amor a Deus”, destacou. Quanto à questão da maldição do local, o psicólogo é enfático: “Quem traz bênção ou maldição para os lugares são as pessoas que os freqüentam com suas intenções. Se eu creio que o Espírito Santo habita em mim, então em todo local que eu for ele estará presente e só esse fato já tornará o local abençoado pela presença do Espírito Santo em e através de mim”, assegurou. A sexóloga Sandra Lucena revela que muitos casais nunca fizeram sexo em outro local que não seja a própria cama ou tentaram posições e toques diferentes, temendo pecar. “São casais marcados pelo silêncio, pela falta de diálogo e cuidado com o outro”, garantiu. Segundo ela, com essas situações, existem leitos maculados em lares cristãos que parecem não conhecer a graça, o perdão, o cuidado e o amor de Deus. Ela diz que a medida do sexo saudável, e isso inclui as fantasias sexuais, está na visão que se tem de Deus, da intimidade com ele, no compromisso e conhecimento da sua vontade. “Somente os que buscam um caráter cristão encontram respostas e paz nas questões sexuais”, definiu a sexóloga. A vida conjugal continua sendo motivo de muitas discussões, debates e dúvidas. E deverá continuar assim, já que a relação sexual de um casal é algo que se aperfeiçoa dia-a-dia. O êxito está intimamente ligado à capacidade de se expor e de dialogar, em amor. Trocas e carinhos ajudam no conhecimento um do outro, permitindo o encontro de soluções e caminhos para uma sexualidade sadia. NÚMEROS DO PRAZER Fonte: Instituto Paulista de Sexualidade . 35% das mulheres sentem desejo, têm capacidade de se excitar, mas não atingem o orgasmo. . 25% das mulheres não sentem desejo. . 35,5% das mulheres têm outros problemas sexuais: aversão sexual, dores na penetração, vaginismo, impulso sexual excessivo, homossexualidade não-resolvida. . 50% das mulheres que chegam ao orgasmo se excitam com a penetração. A outra metade se excita apenas se houver estimulação do clitóris. Revista Enfoque Gospel EDIÇÃO 86 Publicado por Wagner Lemos.

Palestras para casais ( casados em Cristo )

A pedido de muitos líderes de casais, criamos um blog só com palestras para casais ministradas pelo Pr Ismael, do blog Casados em Cristo. Este é o link do novo blog: http://palestrasparacasais.blogspot.com/
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