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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Saiu a Nova apostila Casados em Cristo 2011

lançamento da  nova apostila Casados em Cristo para 2011. Além das 31 lições, tem questionário, dinâmicas, ilustrações e outros versículo sobre o assunto , tudo isso em cada lição. Prontinha para escola dominical, grupo de casais, seminários e reuniões. Está realmente boa esta apostila.

Estamos pedindo uma ajuda de custo para enviá-la para você através de email,  no valor de 5,00,
ou caso queira já impressa, valor 30,00. Formato A4, 117 páginas.

Onde adquirir:



Veja os assuntos:

1ª Parte -As doze colunas que sustentam um casamento

A presença de Deus na vida do casal
Apreço, um amor que não tem preço
Fortes Valores Morais para o casal
Uma comunicação saudável
Lealdade, companheirismo, com reciprocidade
Fidelidade sexual
Abertura,Transparência total
Administrar Conflitos com sabedoria
Posição social satisfatória
Compromisso com o relacionamento
Coesão, unidade
Consenso, acordo
2ª Parte- É bom saber...

Dez coisas das quais eles reclamam
Dez coisas das quais elas reclamam
Até que a crise financeira os separe
É pecado o casal cristão ir ao motel?
Dois apaixonados, alegria na cama
A benignidade de um marido cristão
Uma ajudadora idônea, competente, capaz
Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje.
O que esperar do casamento cristão evangélico?
Um casamento a prova de infidelidade.

3ª PARTE- Nós e nossos filhos.

As promessas de Deus para seus filhos
Filhos para Deus e não para o mundo
Deus se preocupa com nossos filhos
Como não criar filho rebelde
Construindo uma identidade familiar

4ª PARTE- Mandamentos para o casal.

Mandamentos para o marido
Mandamentos para a esposa

5ª Parte - Ele ama, ela respeita.
Ele ama
Ela respeita

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eles reclamam delas...

Por Pr Ismael

Durante algum tempo de aconselhamentos, anotamos as queixas mais frequentes dos maridos, as quais tem sido motivo de conflitos dentro de casa, quero traçar algumas considerações sobre elas:

Quando o passado dela ainda incomoda.

"...esquecendo-me das coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo..." Fil 3:13-14

Alguns maridos sofrem com o passado da companheira, pois ainda desperta ciúmes. Casos mais comuns são aqueles nos quais a esposa teve vários relacionamentos, inclusive sexuais, e que isso de vez em quando é retirado do baú das lembranças e provoca tensões no coração do marido que não se conforma, como se fosse possível controlar o passado.

O que tenho dito é que não podemos viver do passado, ele não pode prejudicar o nosso presente e nem determinar o nosso futuro.

É muito desagradável mesmo quando o marido só fica sabendo sobre a vida afetivo sexual daquela que se tornou sua esposa depois de casado, mas compete a ele que é o maior interessado perguntar a sua namorada ou noiva.

Seria interessante que os casais antes de irem para o altar, abrissem o jogo sobre a vida afetivo-sexual, evitando assim desgastes e desconfianças.

Por outro lado, quem vive se indispondo por causa do passado do outro é bom olhar o que o apóstolo Paulo fala em "...esquecendo-me das coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo..." Fil 3:13-14. A verdade é que todos nós temos histórias não muito bonitas em nosso passado, fatos dos quais nos envergonhamos, erros cometidos e que não dá para voltar no tempo e refazer a história. Então qual é a postura mais sensata a ser tomada?

Bom, se o passado não é muito bonito e gera dores, o negócio é não ficar remexendo nele, aceitar-se a si mesmo e ao outro como uma nova pessoa que agora é, conforme 2 Co 5:17,

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”,

e não se permitir ficar ruminando o passado, especialmente quando fere. Por outro lado, a esposa deve, no meu entender, fazer uma faxina em tudo isso, colocar em oração diante de Deus e rejeitar qualquer sentimento, fantasia, desejos impuros, que possam prejudicar a nova vida. É uma medida preventiva, um ajustamento de conduta que ela tem consigo mesma e com Deus, onde manifesta seu interesse em não dar lado para o renascimento de uma antiga paixão, por exemplo.

Ela me traiu e não estou conseguindo perdoar.


É uma situaçao parecida com a anterior, porém muito mais aguda. A forma como o cônjuge vai receber e administrar o problema varia de pessoa para pessoa, mas em geral a dor é muito grande. Primeiro um sentimento de fracasso enquanto homem, depois de impotência diante das providências que imagina que teria que tomar, e alguns casos, procuram se consolar com a traição da companheira atribuindo a si mesmo a culpa pelo ocorrido, pois assim fazendo encontram uma explicação para o fato. A grande maioria dos casos de traição feminina tem a sua origem no abandono e desamor do marido.Penso que apesar de ser muito difícil de ser digerida uma traição, é possível reconstruir, começar tudo de novo. Um processo de restauração da confiança, que não é fácil, mas deve ser iniciado, onde a parte ofensora, fará todo um esforço, pagando um preço por vezes muito caro, para reconsquistar a confiança do cônjuge. Não deve a mulher falar de detalhes do ocorrido, onde?, com quem ?, quantas vezes?, o que sentiu ?, etc., por que esses detalhes, só vão piorar a cabeça do marido traído, porque ele pode ficar "vendo a cena" depois de descrita e lhe fará muito mal. No meu entender, se o marido decidir pelo perdão, então, não se fala mais nisso, são águas que se passaram. Ambos devem pedir perdão um para o outro , e estabelecer novas regras de comportamento. De vez em quando ele terá recaídas de ódio e rancor contra os envolvidos no adultério, então, toda cautela é necessária para que o coração dele cicatrize com o passar dos dias, à medida que as imagens, as cenas, as palavras vão se apagando da memória, até que chegue um momento que a dor já não existe. Insisto em dizer que ele, de vez em quando irá tocar na ferida, mas a mulher não deve ficar contando os detalhes, porque só vai dificultar ainda mais.

Ela é perfeccionista, organizada demais.

A grande maioria dos homens não dá à casa o mesmo valor que as mulheres. Elas gostam de manter as coisas em ordem, tudo muito limpo e organizado, e isso em alguns casos, não conta com a cooperação masculina, daí os desencontros. Nem sempre eles tem razão de reclamar, pois em muitos casos ele é desorganizado, não ajuda na manutenção e afazeres domésticos. Mas também encontramos mulheres cujos maridos passam apertados com sua mania de limpeza e organização exagerada, já vi um caso onde o marido quando chegava do trabalho tinha que tirar a roupa de serviço lá fora, os sapatos, e entrar com cuidado para não tirar o tapete do lugar, não manchar o chão, etc. Acho que algumas vezes ele entrava com as mãos no chão e os pés para cima. Sem falar no policiamento que ela fazia, não mexa!, não tire do lugar!, não suje!. Os extremos devem ser evitados se querem permanecer juntos, tanto o marido desleixado, quanto a mulher organizada demais, é procurar umm consenso. Tenho um amigo que é tão organizado que quando vai dormir, tira os sapatos, coloca debaixo da cama em posição alinhada com os riscos do piso, as meias ele dobra e leva para o cesto de roupas sujas, veja que ele é uma excessão, não a regra. Para conviver é preciso respeitar as diferenças, procurando ceder quando necessário ao bom andamento do lar.

Minha mulher é ciumenta.


Bom, a questão é a intensidade desse ciúme.Um pouco de cíume serve como proteção para o relacionamento, estando bem administrado, sob controle. Mas quando o comportamento chega ao nível de doença mental, então, realmente precisa de cuidados, tanto espírituais como médicos, caso contrário, o casamento irá acabar, ou na melhor das hipótese ( se é que se possa usar esta expressão aqui) será uma vida sofrível para os dois. Procure um psiquiatra que poderá receitar medicação compatível com o problema, geralmente tranquilizantes. É uma ajuda. E também buscar conhecimento na Palavra e aprender a depender de Deus em todas as coisas, e entender que quem ama não suspeita mal, não acusa, não faz policiamento na vida do outro, para que haja paz.Leia Zacarias 8 e Tito 1:16.

Ela não quer fazer sexo comigo.

Porque será que isso está acontecendo entre vocês? Essa seria a pergunta cuja resposta pode resolver o problema. Primeiramente, certificar-se da saúde da mulher como um todo, e de forma mais especial, da saúde sexual dela, verificando a existência de alguma patologia ou não. Caso se confirme que há um problema de saúde sexual, fique tranquilo, hoje 95% das doenças sexuais tem cura. É preciso saber sobre o coração da mulher, não sobre o orgão, mas os sentimentos dela, se está bem emocionalmente ou não. Verificar também qual a sua parcela de culpa nisso. O que você tem feito para que ela tenha saúde emocional? Ou será que ela está doente por causa do descaso com que o marido a vem tratando? A mulher abandonada tranca a cara, e quando tranca a cara, tranca tudo, verifique isso.

Ela cuida mais dos filhos e da casa do que mim.

Isso é uma das diferenças que há entre homens e mulheres. Feita a pesquisa sobre as prioridades de uma esposa, soube-se que o marido está entre a terceira e quarta prioridade, filhos e casa ocupam os primeiros lugares, ao passo que os homens tem como sua principal prioridade o sexo. Veja que conflito de interesses. Então, procure ajustar esses interesses, mas compreendendo que é algo mais ou menos natural, tenha paciência, converse, ajude de maneira a sobrar mais tempo para vocês dois. Partindo do princípio que nós procuramos nos ocupar com as coisas mais prazerosas, seja você mais prazeroso para ela quando estiverem juntos.



Sinto um certo desconforto porque ela ganha mais do que eu.


Você está sendo vítima do próprio machismo. Liberte-se disso, não se prenda a pensamentos irracionais. Veja como uma benção e não como uma razão para conflito. É claro que isso não deve determinar troca de papel social, não. Você continua sendo o cabeça da mulher e ela sua auxiliadora, não vivem mais independentes, mas em união e consenso. Já não há mais "meu carro', "minha casa", "meu dinheiro", assim como também não há "minhas dívidas", mas agora tudo é "nosso".

Depois que nos convertemos a nossa vida sexual piorou muito.

Infelizmente isso tem ocorrido, mas não precisa e não deve ser assim. Os pecados sexuais são estes: fornicação, adultério, homossexualismo, sexo anal, sexo abusivo ( quando um não quer ou não pode), incesto, estupro, bestialidade, prostituição e lascívia. As demais coisas que possam ser aventadas como pecaminosas não passam pelo confronto com a Bíblia é querer ir além do que ela manda. Tem alguém que diga que exista posições sexuais recomendadas e não recomendadas para o cristão, mas é pura ignorância. O costume de ir ao motel talvez seja algo que incomode os homens quando deixa de acontecer por causa da conversão. A Bíblia não diz se pode ou não. Eu, particularmente,  um dia fui a favor que se frequentasse, pois todos os argumentos não eram suficientes para me convencer, porém, hoje sou contra por causa do "espírito" do empreendimento. Quando um empresário estabelece um motel ele não está preocupado com a família, com a lei, com Deus. Por trás de um motel pode haver uma rede criminosa, lavagem de dinheiro, favorecimento a prostituição, sonegação fiscal. Então, para mim, tudo que vai contra a família, deve ser rejeitado. Eu não vou participar do enriquecimento de um empresário que faz de tudo para que o adultério, a fornicação se consuma.

Ela cobra de mim coisas que eu não posso dar.

Viver como rico com dinheiro de pobre é difícil mesmo. Toda esposa deve tomar cuidado para não exagerar nas coisas que pede ao marido, pois, via de regra, todo marido gosta de satisfazer sua mulher, e quando ele não pode por falta de dinheiro, ele sofre, sente-se impotente, ainda mais se a mulher começa a fazer comparações.

Ela é gastadeira.
A mulher sabia edifica, a tola derruba a casa. Está comprovado que, para algumas pessoas,  fazer compra pode ser um prazer comparado ao prazer sexual, então, é preciso tomar cuidado com a compulsão por compras. Converse sobre isso. Se necessário for, como uma atitude pedagógica, tome dela os cartões, cheque, feche as contas abertas, assuma o controle financeiro da família, até que ela aprenda a ser auxiliadora e não consumidora contumaz.Viver acima do nosso padrão é cavar a própria sepultura.

O mundo sem as mulheres

por Arnaldo Jabor.


Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.

Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo!

Afinal...

O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê?

O sujeito quer ficar famoso pra quê?

O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?

A verdade é que é a mulher o objetivo do homem.

Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função da mulher.

Vivem e pensam em mulher o dia inteiro, a vida inteira.

Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente.

Já dizia a velha frase que “atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher”.

O dito está envelhecido.

Hoje eu diria que “na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher”.

É você, mulher, quem impulsiona o mundo.

É você quem tem o poder, e não o homem.

É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias.

Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.

E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher.

Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens.

Já pensou?

Um casamento sem noiva?

Um mundo sem sogras?

Enfim, um mundo sem metas.

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:

1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.

2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.

3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.

4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito..

5- Como são encantadoras quando comem.

6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.

7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.

8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.

9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.

10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.

11- O brilho nos olhos quando sorriem.

12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não..'

13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.

14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.

15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.

16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.

17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.

18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.

19- As saudades que sentimos delas.

20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

domingo, 31 de outubro de 2010

Ebook do Pastor Ismael: "Um amor abundante, um leito viçoso."

Viver juntos é uma coisa boa, mas viver juntos e felizes,é um sonho. E este sonho é possível quando se vive os princípios do Criador para o relacionamento conjugal. Houve um tempo que a vida afetivo sexual dos cristãos tendia a ser de menor qualidade, em virtude de se crer que o sexo era tão somente um mal necessário, mas o amor conjugal dos cristãos é, na verdade, um projeto poderoso, que leva ao casal a satisfação e contentamento, acompanhado de uma continuidade para todo o sempre. Esta é a proposta deste livro, desafiar você para que construa um relacionamento duradouro e com muito prazer, tendo a vida sexual como uma das colunas de sustentação de um casamento.

Este Ebook é de autoria do Pastor Ismael do Ministério Casados em Cristo. Está sendo disponibilizado pelo valor simbólico de
R$ 5,00 como uma forma de custear as despesas do blog e também como uma ajuda para o ministério. Adquirindo você estará ofertando no nosso ministério e que Deus te recompense.
A compra será feita através do sistema Pag-seguro, empresa UOL, portanto empresa séria e seguro, podendo ser feito em cartão ou boleto on line.










quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Seminário para casais

Evento: As doze colunas de sustentação de um casamento.
Tema: "Com sabedoria  se edifica a casa, com inteligência ela se firma" Pv
Local: Igreja do Evangelho Quadrangular em Bernardino de Campos-SP
Data:
30/10 às 20:00 h,
31/10 às 09:30 h e às 19:00 hs
Preleitor: Pr Ismael R.Carvalho
Ministério Casados em Cristo.
Informações: 14-33461588 ou email: i.rcarvalho@ig.com.br

Não permita que a intimidade vire desleixo, preserve a delicadeza.

A convivência leva alguns parceiros a se fundirem de tal forma que um não consegue mais ver a individualidade do outro. Como conseqüência, deixam-se de lado certas gentilezas na rotina diária. Alguns se esquecem até de simples cumprimentos e agradecimentos. O acúmulo desses pequenos descuidos pode se transformar em ressentimento e levar a relação a um beco sem saída.
O tempo funciona, sim, como remédio, para pequenos e grandes males surgidos numa relação amorosa. Coisas feitas ou feitas no calor da espontaneidade – mas também sob grande impulsividade – podem, com o passar das horas ou dos dias, ser revistas e resultar em um posicionamento mais sensato. É aliviador quando isso ocorre, pois a relação se fortalece e as pessoas percebem que são capazes de proceder com maturidade. Mas o tempo pode também ser o arquiteto de um beco sem saída para o relacionamento, a depender de como o casal lida com as pequenas situações do dia-a-dia e da atitude que um assume perante o outro na lida com o simples e o rotineiro.
No começo da vida a dois, as noites sempre terminam com um desejo de boa noite amorosamente expresso. Tempos depois, é possível que o silêncio ocupe o lugar dos beijos com que o casal selava o dia. Toalhas que um dia foram dependuradas cuidadosamente no lugar devido, hoje são deixadas em desalinho na toalete. Para alguns, barbear-se nos finais de semana deixa de ser importante. Os telefonemas, antes iniciados com erótica brincadeira, passam a dispensar cumprimentos, gracejos, agradecimentos e até despedidas. Camisolas elegantes são trocadas por camisetas surradas, com os furinhos previsíveis e a desculpa de que são "mais confortáveis e quentinhas". De fato, são. Mas quanta coisa fica excluída ou se esfria com essa quentura!? Não há mais quem peça "por favor": a delicadeza é substituída por crua falta de cuidado. Pois bem: implacável, o tempo acumula ressentimentos, perdas, danos e, se o par não se cuidar, instauram-se a impessoalidade, a indiferença, a negligência e o descaso. Quando o cuidado se perde, algo foi abandonado.
Entre as explicações que se podem encontrar para esse estado de coisas, destaco uma: os parceiros perdem, entre si, a condição de "outro", ou seja, há uma espécie de "fusão" do casal, caracterizada pela confluência de duas individualidades em uma só. Num pólo dramático, isso é descrito por Chico Buarque - na canção Eu Te Amo, quando fala de pessoas que já confundiram tanto as suas pernas que nem sabem com quais delas devem seguir ou do sangue de um que se perde na bagunça do coração do outro. Num pólo menos dramático, mas que está longe de ser saudável, um não diz "bom-dia" ao outro, como não diz "bom-dia" a si mesmo, tomando a individualidade do parceiro como mero apêndice da própria existência.
Contrastando com essa simbiose, são preservados o tato e a gentileza na relação com o grande mundo. É como se só essa instância conservasse a condição de “outro”, diante da qual, conseqüentemente, não se pode exercer o descuido, pois existe o temor de se perderem privilégios. Tal fato psicológico remete a outro, dele decorrente: as pessoas preservam quanto ao mundo uma relação análoga à que existe entre crianças e adultos, a quem se deve respeito.
Se é assim, o que se pode deduzir sobre o que passa na conjugalidade, então? Ora, ou o cônjuge é percebido como um igual (na qualidade de criança ou na de apêndice), ou é reduzido a um igual (negando em sua diferença), ou não se reconhece sua alteridade, sua condição de “outro”. Uma vez que essas coisas são complementares, é comum que todas entrem em jogo ao mesmo tempo.
Em razão da intimidade que lhe é intrínseca, um casamento dispensa o protocolo, mas não pode dispensar a delicadeza; prescinde da formalidade, mas não pode prescindir do tato; requer sinceridade, mas não tolera que, em nome dela, se exerça a grosseira. Uma união não precisa de assemelhar a uma instituição formal, impessoal, apenas juridicamente determinada, mas, sob pena de ruir ou banalizar-se, precisa manter-se ético.

Fonte: Alberto Lima, psicoterapeuta de orientação junguiana, é professor doutor em Psicologia Clínica e autor de O Pai e a Psique (Editora Paulus). Artigo originalmente publicado na Revista Caras.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gotas de sabedoria conjugal: Administrando conflitos.

Por Pastor Ismael

Hoje vamos falar um pouquinho sobre a existência de conflitos no relacionamento conjugal. Um relacionamento sem conflitos é uma utopia, não existe, pois onde houver duas pessoas juntas num propósito ali estará presente o conflito.

Conflitos não devem ser evitados, mas administrados, caso contrário pode aumentar de volume, somando-se a outros, gerando ódio e rancor, e é por isso que Paulo escrevendo aos efésios diz: "Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apazigüem a sua ira antes que o sol se ponha” Efésios 4:26

Inicialmente gostaria de deixar clara a diferença entre “problemas” e “conflitos. ”Problemas” referem-se a situações adversas que surgem e que os dois buscam resolver contando com a participação de ambos ou não, já os “conflitos” se dão quando há uma divergência que está colocando um contra o outro, há um choque, estão batendo de frente um contra o outro.

A divergência entre os cônjuges pode ser um simples desentendimento ou mesmo chegar até a destruição do outro. O maior exemplo disso são os homicídios praticados por maridos e namorados contra suas parceiras que vem ocupando os noticiários de TV.

Os conflitos tanto podem separar o casal por não serem bem resolvidos, como também pode se transformar em uma oportunidade para mudanças positivas e até mesmo inusitadas. É o mal que veio para o bem.Há casais que descobrem no conflito, a solução para problemas crônicos no relacionamento trazendo nova vida.
A melhor arma para tratar com os conflitos é o diálogo, a humildade, a compreensão, a tolerância, o respeito à diversidade.

Um conflito pode ser resolvido de maneira que haja um vencedor e um vencido, o que não é bom para o casal, especialmente se dá quando há uma acomodação por uma das partes, que desiste de defender suas idéias, princípios e valores, abrindo mão e sendo infeliz, ou quando a vontade de um é imposta mediante ameaça ou truculência.

Também é possível que ambos percam com a resolução do conflito, por exemplo, quando eles resolvem se separar quando daria para redirecionar o relacionamento.

Mas o sucesso na resolução de conflitos se dá quando os dois ganham com a decisão, não há vencido e nem vencedor, mas a unidade é que saiu fortalecida. É quando há consenso na decisão e o casal se alegra.
As crises costumam trazer conflitos para a relação, por exemplo, crises de saúde, crises financeiras, crises existenciais, crises emocionais. O negócio é estar sempre atento com o que antecede a eclosão de um conflito , podendo assim, diagnosticar as causas e ajustar como resolver a questão.
A ausência de regras claras, de convenções entre o casal, também são nascedouros de conflitos. É sempre interessante deixar claro, o que pode e o que não pode acontecer, quais os limites da individualidade, quem faz o que, quando e como.
Vou exemplificar, uma esposa que tem uma dupla jornada chega em casa e o seu marido não fez nada para ajudar nas tarefas domésticas, revoltada inicia-se uma discussão séria. Talvez se tivessem previamente estabelecido uma regra de conduta para ambos, se tivessem conversado a respeito, a discussão não teria acontecido. Com relação a isso, normalmente o marido acha que arrumando a cozinha de vez em quando, ou fazendo o almoço no final de semana já ajudou muito, mas para a mulher isso ajuda, mas não resolve o seu problema.

Tenha sempre em mente que melhor do que criticar é pedir ou sugerir como quer que as coisas aconteçam. Ao invés de brigar com o marido, seria mais producente pedir que a ajuda seja de continuo.

Vamos então a alguns passos a serem dados para bem administrar um conflito.

1-Diagnóstico: Procurar identificar de forma imparcial o que está acontecendo, porque estão se degladiando. É importante verificar o que vinha acontecendo antes do conflito, pois geralmente um conflito quando eclode é resultado de algo que já vinha se arrastando.

2-Escolher o momento mais propício para o diálogo amistoso. Uma ferida inflamada precisa ser exposta para ser bem curada. Agora é sempre bom pensar que o seu cônjuge,via de regra, não está querendo o seu mal, talvez esteja errado nas suas convicções, nada, além disso.

3-Escutar o outro. As duas partes devem ter a paciência de ouvir tudo o que o outro tem a dizer sem interromper, sem gritarias, ou descontroles.

4-Resolver racionalmente de modo que não haja um vencido e um vencedor, mas que a união continue sendo possível.É sempre bom que ambos diminuam seu níveis de exigência, isso aumenta a chance de cura. Também quando for o caso, ceder pode ser uma estratégia boa, só não pode gerar outros conflitos posteriores motivados por auto piedade, ou mesmo sufocamento daquela que sempre é a parte que cede. Uma boa estratégia é seguir os conselhos bíblicos, entre os quais destaco:

“Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda amolece até os ossos. “Pv 25:15

“A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira.” Provérbios 15:1

O amor....”Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. “1 Coríntios 13.

5-Não tentar resolver seus conflitos sem antes colocá-los diante de Deus em oração.Considere o que Salomão ensina: Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento”Pv 3.5. Não pense de forma irredutível que você tem sempre razão, não, considere sempre a possibilidade de não estar certa nos seus pensamentos.Acredite que Deus pode resolver o conflito de vocês.

6-Procure transformar o conflito em problema, pois nele, os dois se juntam para resolver uma questão adversa, e no conflito eles se levantam não contra um inimigo comum , mas um contra o outro.Lembre-se disso, teu cônjuge não é teu inimigo, teu inimigo é o diabo.

Mais alguns motivos de conflitos:

-Esperava o muito e veio o pouco ou não veio nada.

-Planos e metas não são levados à efeito.

-Promete-se, mas não se cumpre.

-Quando a comunicação não é sabia.

-Quando um ofende e não se arrepende ou pede perdão.

-Ira não tratada.
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