SEGUIDORES

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O seu casamento está bom? Então proteja-o.

"Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem?
Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Provérbios " PV 6:27-28



Muitas vezes um casamento vai bem, e acaba abalado por causa de um relacionamento inesperado com uma terceira pessoa.
Começa de maneira inocente e agradável, torna-se cada vez mais envolvente. Por fim, traz complicações e desgraças para muita gente.
Não foi um acidente ou “um grande amor que surgiu”. Foi um relacionamento do qual o casamento deveria ter sido protegido.
Não seja ingênuo, pensando que isto só acontece com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente por ser ingênua assim. Lembre-se da 1ª Carta de Paulo aos Coríntios 10.12
Por isso, proteja seu casamento... Eis algumas dicas.

1. Tenha bom senso com suas companhias.


Evite gastar tempo desnecessário com alguém do sexo oposto.  Muitos casos surgem por não se agir assim. Um executivo precisa de aulas particulares de inglês, e contrata uma jovem professora. Contrate um homem. Não significa que cada contato com alguém do sexo oposto seja porta para adultério. Significa evitar oportunidades para cair. Companhia contínua cria intimidade. Intimidade com o sexo oposto traz problemas.


2. Tome cuidado com confidencias.


A pessoa mais íntima de alguém deve ser seu cônjuge. Segundo a Bíblia, são “uma só carne”, isto é,  uma só pessoa. Se há aspectos de seu relacionamento que você não pode compartilhar com esposa (a) e compartilha com alguém do sexo oposto, a coisa está ruim.
As pessoas tendem a se solidarizar com quem sofre, e a proximidade emocional se torna perigosa.  Um homem que se queixa de sua esposa para outra mulher está traçando um caminho perigoso.
Isto vale para quem faz e para quem ouve confidências.


3. Evite momentos a sós.


Decida não ter momentos privados com alguém do sexo oposto. Se um(a) colega de trabalho pedir para ter um almoço com você, convide uma terceira pessoa. Se necessário, não se constranja em compartilhar os limites que você e seu cônjuge concordaram ter no seu casamento.  É melhor ser visto como rude que vir a cair em pecado.

 Extraído de um email recebido- autoria desconhecida

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Como provocar mudança em um cônjuge controlador.



“Respeitem todas as pessoas, amem os seus irmãos na fé.”1Pe2:17.

Uma das coisas mais difíceis num relacionamento  se dá quando um dos cônjuges é do tipo controlador, pessoa de difícil trato, que não cede, um teimoso por excelência.
Quando isso esta acontecendo na vida de um casal, a tristeza e abatimento logo se instala e faz ali a sua morada.As brigas se tornam  constantes. Outra possibilidade é um dos cônjuges ceder sempre e se tornar um infeliz, um dominado.
O plano de Deus é que duas pessoas diferentes pudessem se encontrar e se complementarem mutuamente, aproveitando as coisas boas presentes em cada um deles e que as coisas ruins pudessem ser  ali no casamento trabalhadas e assim o casal iria amadurecendo juntos.
Mais quando isso não acontece, então é preciso buscar uma orientação de como proceder num quadro onde o parceiro é controlador.
Uma pessoa pode ser influenciada e mudar de comportamento?  Claro que sim, embora não seja muito simples.E a estratégia, segundo Gary Chapmam ensina em seu livro Linguagens de Amor, não é discutindo, nem se submetendo em silêncio, como quem sempre cede.Em vez disso deve-se valorizar as intenções da pessoa, porém, recusar-se a ser controlado pelas decisões dela.
No caso de um marido controlador, que compra um refrigerador novo sem consultá-la, ele sugere que a esposa diga o seguinte: “Admiro os esforços que você fez para me ajudar comprando um refrigerador novo. Tenho certeza que você pesquisou com cuidado e com certeza fez um bom negócio.Contudo, gostaria que tivesse pedido a minha opinião, uma vez que sou a pessoa que vai usá-lo com mais freqüência. Será que você poderia ligar para a loja e pedir que não entreguem o que você comprou? Ou quer que eu ligue? Se ele ficar irritado e disser que não vai telefonar, não discuta, com ele.”No dia seguinte, você liga para a loja e escolhe outro modelo.Você acha que ele vai mudar os padrões controladores imediatamente. Provavelmente não, mas a bondade e a firmeza terminarão levando a mudança.
Interessante que esta estratégia é muito parecida com a que Jesus fez com as sete igrejas da Asia, ele mandou João escrever uma carta a cada uma delas, e as cartas tinham um padrão, primeiro reconhecer, valorizar, mas depois cobrar uma mudança.Vejamos:
Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Apocalipse 2:2-5.
E lembre-se,o homem não gosta de perder, nem mesmo em discussão, para ele isso é fracassar na sua condição de macho, então não discuta. Mas como ser pensante, passado algum tempo irá refletir e perceberá que, primeiro, você não diminuiu o valor do feito dele, você até reconheceu,e segundo, apenas não gostou da forma como fez, sem participá-la.
Deve ser feito com firmeza e bondade.

domingo, 16 de outubro de 2011

Palestra para casais em DVD- Transformando reclamações em crescimento.



Algumas reclamações são comuns à maioria dos relacionamentos conjugais, são coisas das quais ele reclama e coisas das quais ela reclama. Nesta palestra o Pastor Ismael nos ensina a transformar coisas ruins em coisas boas na relação.

Adquira o seu em nossa lojinha.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

“Fazei isto para vos lembrardes de mim” I Co 11:24

Por Pr Ismael.

Jesus estabeleceu a Ceia como uma ação que levasse a sua noiva a se lembrar dele, como um rito, uma atitude, um gesto.
Nós podemos aprender com Ele estabelecendo para a vida a dois, um rito que nos leve a lembrar do outro, a lembrar que entre nós existe uma ligação muito forte, uma aliança de amor que não pode cair no esquecimento.
No livro “Jesus o maior psicólogo que já existiu”, de Mark W.Baker, o autor conta a história de um casal que se amavam e sabiam disso, e se orgulhavam pela forma que os filhos estavam conduzindo suas vidas, mas também entendiam que deveriam fazer algo que melhorasse o relacionamento deles. Então , criaram o rito do abraço. Não era um abraço de apelo sexual, aquele que o marido dá quando quer sexo ou quando ela dá porque está carente.
Não era um desses abraços, mas sim, um abraço demorado e gostoso, de surpresa, em qualquer lugar, a qualquer momento, um abraço tal que tinha como propósito lembrá-los que eles se pertenciam, esse abraço simbolizava essa realidade. Eles permaneciam unidos nesse abraço por um tempo maior do que o normal, um sentindo o corpo do outro, recebendo e dando de si.
Um abraço carinhoso, feito como um rito, de maneira constante, faz com que o casal seja fortalecido nos momentos difíceis. Esse abraço tem o poder de devolver a alegria para a esposa e de facilitar as coisas para o marido que,às vezes, tem dificuldade com as palavras e o romantismo. Lembro da história do casal cuja esposa perguntou ao marido se ele a amava, tendo este respondido: “Ué, eu não me casei com você?” Nós homens temos dificuldades com palavras de amor, preferimos ações que reflitam isso.
Jesus sabia que precisamos de algo concreto que nos faça lembrar o valor de nossos relacionamentos.  Ás vezes precisamos  de demonstrações físicas de que o amor existe, está vivo.
E você pode criar um rito também, quem sabe um jantar especial, só os dois, num dia certo, num lugar que os dois gostem, um momento que sirva como um marco na vida dos dois, não pelo preço, pela comida, nada disso, mas pelo significado deste rito.
Caso goste de criar, então crie o seu próprio rito, o importante é que tenha como motivo o que Jesus disse: “Fazei isto para vos lembardes de mim” ICo 11:24.

Este e outros ensinamento você encontra no livro "Jesus, o maior psicologo que já existiu" 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Falando com líderes: Como promover um evento de casais ou de família com sucesso.

Como promover um evento de casais ou de família que encha os olhos e o coração.

Os eventos para casais ainda não são  realizados por todas as igrejas, muitas não tem o grupo de casais em funcionamento, mas cremos num crescimento contínuo e fortalecimento de tais grupos.
Bom, quero falar um pouco sobre como um líder de casais pode promover um evento maravilhoso para a família, para casais ou misto.
São dicas que podem ajudar os mais inexperientes, tornando assim o evento de família interessante.
Vamos dividir o evento em três partes, para facilitar nossa didática. A primeira parte é quanto a forma, a estética do evento e a segunda parte é quanto ao conteúdo do mesmo, e a terceira parte será a espiritualidade do evento.
Primeira parte – A forma do evento
1-      Programe um grande evento anual e eventos menores  mensais ou trimestrais, para tanto faça a agenda antecipada, torne essa data como um data importante para a igreja,
2-      A medida que o eventos se aproxima, intensifique o trabalho de divulgação. Comece divulgando de forma constante no boletim da igreja, se houver, faça cartazes ou economize fazendo um Power point sobre o eventos e peça para projetar na igreja nos cultos principais, use boas imagens e bons textos para divulgação.
3-      Muitos casais pensam que estão vivendo bem e por isso não valorizam o evento de casais ou de família. De uma olhada no blog http://aconselhamentoparacasal.wordpress.com , onde você encontra histórias de infelicidade conjugal, coisas que podem acontecer com qualquer um que esteja desavisado da problemática do relacionamento a dois.Leia para a igreja ou para o grupo. Muitos casamentos estão doentes, mas o mal ainda não se manifestou na forma de adultério, divórcio, depressão, conflitos e violência, então não se percebe que é preciso fazer algo antes que o mal se manifeste, é um trabalho pro-ativo.Use a frase de efeito: “Sem investimento, sem casamento”
4-      Se a igreja dispor de programa de rádio, use vinhetas para chamar os casais para o evento, o mesmo se dá com o serviço de som que é passado por veículo que anuncia o evento para a cidade toda.Lembre-se , se o líder não valoriza o evento, os membros também não irão fazê-lo.
5-      Se na igreja houver um designeer, peça para que faça uma arte, cartaz, pôster ou folder para divulgação na internet, Orkut , facebook e outras redes sociais
6-      Quando estiver mais próximo do evento coloque um folder na igreja anunciando e convidando os casais e as famílias de um modo geral.
7-      Não exclua do evento os casais de namorados que estejam com o propósito de casamento, que estejam firmes na relação, pois eles precisam aprender sobre casamento antes, para não errar depois de casado.
8-      Quando o evento for feito na igreja com duração de mais de dois dias, é interessante atender a igreja como um todo em culto aberto, e os casais de uma forma mais particular, com palestras exclusivas para eles.
9-      Não cometa o erro de achar que não precisa fazer mais nada além de convidar um bom palestrante. Não. Mesmo um bom palestrante percebe a dificuldade de se fazer um evento tão importante, mas que a igreja não se preparou para ele.
10-   Envolva os músicos da igreja, peça para eles ensaiarem canções que falam do amor romântico, musicas que falem de família de uma maneira específica. Cantores como Regis Danese, Bruna Karla, Aline Barros e outros tantos tem gravado músicas sobre o amor romântico.
11-   Se for possível , crie lembrancinhas referentes ao evento. Apostilas e materiais das palestras, pastas,papel e caneta também valorizam o seminário
12-   A igreja deve estar ornamentada com o tema do evento. Se for acontecer a renovação de votos, prepare a igreja como se fosse para um casamento mesmo, com tapete vermelho e flores na entrada. Você pode caprichar nisso, trazendo os filhos para entrar com as alianças, use a criatividade. Faça entrega de diplomas bem feitinho para o casal se lembrar da data. Pode ser feito também na ocasião, um casamento comunitário.
13-   Como tudo tem custo, não exagere nas despesas, mas sim, use a criatividade com economia, usando bem aquilo que a igreja já tem, como materiais e mão de obra.
14-   Se o evento for ocorrer em feriados e datas festivas,trabalhe isso, pois casais costumam aproveitar os feriados para passear, visitar a família, considere então essa questão.
15-   Prepare em Power point, mensagem de boas vindas ao Palestrante, aos casais visitante, a todos os casais. Faça isso em slides exclusivo para o palestrante, para o visitantes e assim por diante.
16-   Crie alguma coisa bonita para dar solenidade ao evento, como o canto do hino nacional, entrada de bandeiras, uma entrada de crianças com cartazes pedindo que seus pais se amem ou com palavras proféticas sobre eles, use a criatividade.Quem sabe a leitura bem feita, com uma voz bonita, de uma poesia ( exemplo.. “Recomeçar”de Carlos Drumond de Andrade) ou então o texto de ICo 13.
17-   Honre o palestrante com uma lembrancinha ainda que de baixo custo, mas com significância, quem sabe um livro, uma pintura,uma foto bem caprichada dele com a igreja, com moldura. Se tiver algum artesão na igreja, dê algum produto dele.Nãoprecisa ser caro, mas tem que ter significância.
18-   Quando for tratar das despesas com o palestrante, é bom que a pessoa que combinou sobre os custos esteja presente, isso irá dirimir qualquer dúvida que haja.
19-   O casal de líderes deve propor um momento especial para o casal de pastores da igreja local, pois eles precisam estar bem, se sentindo amados um pelo outro e também pela igreja. Isso irá refletir sobre a igreja e os casais que ali freqüentam.
20-   É interessante incluir na programação um jantar romântico ou um café da manhã.
21-   Você deve atentar para a captação de recursos para o evento. Sugerimos as seguintes possibilidades:
-Que seja feita inscrição para os participantes com uma taxa.
-Que se venda algum produto como livros, apostilas, cd,DVD, do palestrante.
-Se for possível levante patrocinadores, pessoas com mais poder aquisitivo para viabilizar o projeto.
-Pode ser criado um fundo para o grupo de casais, de maneira tal que tenha recursos próprios.
-Faça cantina durante o evento.
22- A parte técnica de som e imagem deve estar empenhada em oferecer o melhor. Se for usar projetor, lembrar que durante o dia há uma perda de qualidade da imagem, verificar isso com antecedência. Lembre-se , quanto mais longe estiver o computador ou notebook do projetor, maior será a perda da qualidade da imagem.Microfones sem fio costumam desconcentrar quem está pregando se a todo instante tiver que trocar as pilhas. As vezes é melhor um bom microfone com cabo grande do que um microfone sem fio com problemas de baterias e outros.
II Parte – O conteúdo.

A forma é importante, mas o conteúdo é o principal. 

Deve ser pensado nas necessidades da família, dos casais, verificar qual são as dificuldades e passar tais informações para os palestrantes. Arrume um tempo na programação para que os casais façam perguntas, por escrito e anônimas. A sexualidade é o que os casais mais se interessam, não desprezar  esta necessidade.

Se optarem por dinâmicas, que sejam coisas realmente edificantes e não mero passatempo.
Um quadro contendo a programação toda, é sempre bem vindo.

III- A espiritualidade do evento’

-Jejuar e orar com a igreja para o sucesso do evento, tanto na sua forma como no conteúdo, pedindo a Deus que seja um tempo de cura para a família.
-Que os louvores seja especiais.
-Deve haver um momento de perdão.
-Casais que necessitem  ser ministrados particularmente devem ser atendidos.
-Entre uma palestra e outra fazer orações específicas, atendendo diversas áreas como finanças, filhos, projetos, salvação,saúde emocional e física.


domingo, 18 de setembro de 2011

Quando tudo vai mal no casamento e as palavras não resolvem.

Por Pr ismael

Muitas vezes um conselheiro conjugal faz um esforço mental buscando ajudar casais em dificuldade, e depois de algumas orientações ficam sempre perguntas sem respostas e o conselheiro se recolhe ao seu mundo particular esperando que as coisas melhorem para o casal e que eles consigam se resolver. Mas ele  sabe que será necessário algo mais forte que um bom diálogo, pois  há momentos que as palavras já não resolvem mais, que as alternativas e soluções se esgotaram e não se vê possibilidades para a continuidade de uma relação, e nesses  casos , o que fazer? 
Desistir pela falta de um remédio curador. Ainda não, resta mais uma esperança, na verdade, a grande esperança.
Permita-me contar uma história: Um dia o Rei Josafá completamente cercado por um inimigo mais forte do que ele, disse em oração:
 “Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2 Crônicas 20:11-12).
Ele estava dizendo: "Senhor , eu não sei o que fazer, as minhas forças se tornaram nulas,  não sei qual deve ser o próximo passo, não tenho um plano, uma saída, mas não perco a esperança, continuo olhando para Ti, pois o Senhor sempre vem, embora eu não saiba como se dará, mas sei que alguma coisa maravilhosa vinda do Senhor irá acontecer e eu serei livre." 
Essa história tem me ajudado diante das dificuldades que surgem na nossa vida em família, pois há momentos que o  beco se apresenta sem saída mesmo, e há casos onde a estrada da nossa vida parece que só tem subida, é quando a noite fica mais escura e o dia nunca vem,  e nesses casos, o que fazer?

Quando a escuridão tomar conta da situação e a ausência completa de luz nos impedir de decidir por falta de uma direção, então firmo os meus passos sobre o Nome do meus Deus, isso tem sido uma garantia diante dos problemas aparentemente insolúveis.,  pois aprendi que   
o segredo de um filho de Deus:  “Ele não teme más notícias; o seu coração está firme, confiando no Senhor. Salmos 112:7, e mais, “ Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança.Salmos 27:3
Então queridos, você que já pediu orientações para o seu pastor, um irmão mais maduro, já tentou resolver uma crise conjugal, mas que não tem dado sinais de melhora, é hora de se voltar para Deus, a Ele clamar e esperar pela solução vinda do céu. Não desista diante das primeiras dificuldades, lute , busque a cura.Quando a situação for desesperadora, Jesus é a esperança , e Ele faz tudo esplendidamente bem (Mc 7:37).
Sabe queridos, há casais que precisam não de aconselhamento, mas sim, de arrependimento, pois fazem tudo esplendidamente errado e querem que o casamento resista; outros precisam aprender mais sobre princípios como perdão e reconciliação para serem curados; mudanças profundas no coração deve acontecer. Alguns desistem sem lutar de maneira eficiente,  mas voltarão a enfrentar novamente os mesmos problemas num novo relacionamento, caso não se opere neles o milagre da troca de coração. 
Concluindo nosso raciocínio digo que  "Quando estiverdes em trevas e não houver luz nenhuma, confie no Senhor e firme-se sobre o seu Senhor" – Isaias 50:10.

sábado, 17 de setembro de 2011

Divórcio e novo casamento - Teólogo Luiz Sayão


Extraído do site
http://www.clickfamilia.slog.com.br/


O divórcio tem sido uma das questões mais complexas da atualidade. Muita gente tem até receio de discutir o assunto abertamente – todavia, não se pode esquivar-se deste tema, que tem afetado a Igreja Evangélica. De um lado, os mais conservadores rejeitam o divórcio em toda e qualquer situação, mesmo nos casos de infidelidade conjugal. 


De outro, os liberais fazem uma releitura dos textos bíblicos que tratam da questão, sob a justificativa de que os tempos são outros e que ninguém deve ser obrigado a sofrer para sempre ao lado de quem não gosta. Diante de tanta polarização, é preciso lançar luz bíblica sobre a questão.
Da perspectiva hermenêutica, deve-se ressaltar a importância do casamento registrada em Gênesis 2.18-24, na criação; e em de Deuteronômio 24.1-4, que fala da permissão para o divórcio. Todavia, a direção clara sobre o divórcio, em termos práticos, aparece, sem dúvida, no Novo Testamento. Como é bem conhecido, os textos dos evangelhos sinóticos que tratam do assunto são Mateus 5.31-32; Marcos 10.1-12; Lucas 16.16-18; e Mateus 19.1-12. Destes, o mais detalhado e significativo é aquele registrado por Mateus. Uma análise atenta do texto irá nos mostrar alguns fatos:
O divórcio era comum e fácil já nos dias de Jesus

Cristo coloca o homem e a mulher em pé de igualdade. Entre os judeus, nenhuma mulher podia divorciar-se de seu marido.

Havia uma discussão entre os rabinos sobre o divórcio no tempo de Jesus. A questão era a interpretação das escolas de Hillel e de Shamai. A primeira aceitava o divórcio por “qualquer motivo”; a segunda, somente por “algo indecente” (ambos a partir da interpretação de Deuteronômio 24.1-4). Jesus posiciona-se do lado dos de Shamai, rejeitando a separação por “qualquer motivo”.

Jesus procura mostrar que Deus está mais interessado no casamento do que no divórcio. Por isso, volta a atenção da discussão para a teologia do casamento na criação. Sua postura era clara: o casamento é monogâmico e deve durar por toda a vida.

É preciso dizer que a poligamia ainda era tolerada pelos judeus, pois o Antigo Testamento nunca a condenou.

O pecado praticado no divórcio, conforme Mateus 19, está relacionado com a quebra dos votos do casamento, isto é, a infidelidade.

A certidão dada pelo marido na ocasião da separação da mulher trazia uma frase que permitia a ela um novo casamento. Isso porque os judeus não incentivavam uma vida de solteiro.

Jesus corrige a teologia judaica, afirmando que a base teológica correta é “o princípio” e não “Moisés”. Aqui vemos o ideal cristão de restauração de todas as coisas conforme o princípio.

Como os judeus aceitavam a poligamia, especialmente no caso da escola de Hillel, o homem só adulterava se tomasse a mulher de outro homem.

A postura de Jesus tem a finalidade de proteger a mulher injustamente “despedida”
Cristo afirmou inequivocamente que um divórcio não válido implica em adultério.
Tudo indica que Jesus admite algum tipo divórcio ou de anulação do casamento em Mateus 19. O problema é o sentido de "porneia", tradicionalmente traduzido por “prostituição”, cuja interpretação é de fato “imoralidade sexual”.

A visão mais conservadora sugere que o termo se referia ao que acontecera antes do casamento – o marido descobria que a mulher não era virgem, e assim anulava o casamento. Outros até sugerem que a idéia fosse a de consangüinidade. A posição mais comum e mais fundamentada entende que Jesus se refere ao depois, isto é, se acontecesse alguma "porneia".

O termo não é literalmente adultério (moicheia), usado depois no texto. O significado da palavra é amplo e pode referir-se a qualquer tipo de imoralidade sexual. A comprovação dessa imoralidade permitia o divórcio sem culpa por parte do ofendido.
Assim, o resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter um casamento. Ainda que haja adultério, deve-se buscar restaurar o casal, a menos que isso seja impossível, se uma das partes insiste em viver na “imoralidade sexual”, o que pode englobar uma série de práticas como adultério, homossexualismo, bestialidade, incesto e pedofilia. Infelizmente, o divórcio é um remédio amargo que se toma para evitar viver em bigamia, poligamia e promiscuidade.
Todavia, a questão se torna mais complicada diante de I Coríntios 7. A dificuldade é que o texto parece sugerir que a separação é até compreensível, mas o recasamento é inaceitável. É preciso ressaltar desde o início que o contexto é bem diferente do que vemos nos evangelhos.

Em I Coríntios 7, o problema principal é o casamento misto. A pergunta que se fazia não era sobre adultério ou traição. A questão era: o convertido a Cristo deveria abandonar seu cônjuge pagão? Com base no versículo 1, parece que alguns cristãos não queriam ter relações íntimas com o cônjuge descrente. Além disso, é importante ressaltar que o casamento misto sempre foi condenado pelos judeus – tanto, que os filhos desses casamentos eram tidos como ilegítimos. O mesmo problema aparece aqui. Alguns cristãos achavam que deveriam separar-se do seu cônjuge pagão para que seus filhos fossem “santos”.
Ao lidar com a questão, Paulo mostra-se muito prático. Uma razão para isso era que a lei romana era muito flexível e liberal para com o divórcio. Muitos simplesmente abandonavam o cônjuge. Ao chegarmos ao versículo 10, vemos que Paulo ordena que a mulher não se separe do marido.

O texto refere-se à ordem de Jesus e aplica-se contextualmente. Tal orientação destina-se a mulheres crentes que achavam que deveriam deixar o marido descrente. Seguindo o ensino de Cristo, ela não poderia casar-se de novo, pois isso seria adultério, conforme Mateus 19.9. Aqui não houve "porneia".

No caso de imoralidade o divórcio foi permitido; no caso de um motivo injustificado, como o caso de um cônjuge pagão, o divórcio é proibido. Todavia, caso a convivência ficasse impossível, a separação era aceitável, mas não o recasamento. Assim, o cristão estava proibido de casar-se de novo.
A questão parece ser diferente nos versos de 12 a 15. O texto fala agora de cristãos que poderiam ser abandonados pelos cônjuges descrentes. A ênfase é fazer o possível para continuar casado – mas, se o descrente resolvesse separar-se, o cristão não seria culpável (v.15). A dificuldade de interpretação no verso 15 é a frase “debaixo de servidão”.

As sugestões são várias: a pessoa estaria livre da lei de Cristo (Mt 19) e poderia divorciar-se; a pessoa estaria livre para separar-se, mas não deveria escravizar-se a nenhum outro cônjuge; a pessoa estaria livre da escravidão do marido; a pessoa, isto é, a mulher estaria livre pela primeira vez para escolher o seu futuro.

A frase parece indicar possibilidade de novo casamento, caso um dos parceiros fosse abandonado por um cônjuge descrente que definiu sua situação com outra pessoa. Finalizando, vale mencionar que a frase “chamou para a paz” parece indicar uma expressão rabínica que significaria “fazer justiça sem ser muito legalista”. Isso indicaria a flexibilidade de Paulo neste caso específico.

*****************************
Luiz Sayão - Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.

Seminário para Casais em Nova Friburgo- Igreja Quadrangular

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...