Por Pastor Ismael Roselei de Carvalho.
O que será que podemos esperar de um casamento evangélico. Podemos esperar que ele seja duradouro e que nele haja muita satisfação.Que seja tão bom que se alguém nos perguntar, responderíamos: “Sim, eu me casaria novamente com a mesma pessoa”.
No casamento evangélico, a mulher é tratada como a parte mais frágil desse relacionamento, é compreendida e recebe o carinho de seu marido. Ele a honra e na sua intimidade a coroa, fazendo dela uma rainha, dispensando-lhe um tratamento com bondade, benevolência, compaixão e graça. E ela corrresponde a esse amor, sendo uma boa administradora do lar, de mãe e de mulher. E ainda, não afronta o seu marido, não tenta roubar o papel dele, não ocupa o espaço que biblicamente é dele. Para ela ser submissa é estar debaixo de uma mesma missão, com um papel diferente. Ela já entendeu que não há competição entre eles, mas sim , complementação e mutualidade. Ela diz: " eu cuido dele e ele cuida de mim".
Dentro desse casamento, trabalham sempre com a verdade, inclusive os filhos, todos dizem sempre a verdade, nas pequenas coisas e nas coisas importantes também. A mentira não tem espaço, mesmo aquelas que às vezes pensamos serem insignificantes. Eles são transparentes, a palavra tem peso, é sim , sim e não é não. Não fazem insinuações maldosas, se tem algo a ser dito, espera-se o momento certo, e do modo certo, com amor, falam o que deve ser falado. Nesse casamento não se guarda rancores para se ruminar mais tarde. Os problemas são resolvidos assim que acontecem. Não há listinha de acusações guardadas na manga.
No casamento evangélico o homem se guarda para sua esposa, não tem olhos para outras mulheres, não as procura, e quando é por elas achado, foge rapidamente.Ele não alimenta fantasias, não dá chance para a pornografia, ele poda qualquer possibilidade de um adultério. O marido, deixa claro nos ambientes onde frequenta que é um homem de Deus, e assim inibe qualquer tentativa de aproximação maldosa de alguma intrusa.
A esposa evangélica faz do seu marido um homem honrado, por causa de sua postura de mulher elegante, educada, cortês, e não dá asas à imaginação de outro homem. Não provoca, não leva ninguém a fantasiar nada.Todos que com ela tem contato sabem sem que se diga uma palavra que ela escolheu a pureza, a decência, ....o casamento, é uma mulher de Deus e de um homem só. Diante dela, nem os atrevidos se atrevem. E o seu marido encontra paz nela, ela inspira paz.
Nesse casamento, as expectativas são satisfeitas, ele sabe o que espera que aconteça e isso acontece, ela não vive frustrada, ainda que alguma coisa saia fora do esperado, há restauração e perdão. A vingança não é ferramenta para resolver os conflitos, mas sim, o diálogo. O marido confia nela e por isso não deixa faltar nada, ao menos daquilo que são necessidades. Os sonhos, estão sempre em pauta, eles lutam juntos.
Quando traçam planos, eles levam à efeito com o comprometimento dos dois, não se faz jogo sujo, não há desvios de conduta, não há tentativa de "passar a perna" no outro, eles se merecem, são confiáveis.
As promessas são cumpridas, e as necessidades emocionais são supridas, eles tem um mesmo caminho e um só coração, e isso é para bem deles mesmo e dos seus filhos. São admiráveis, são reconhecidos como um casal especial, uma família diferenciada, um verdadeiro referencial para as suas relações.
Eles constroem pontes que unem e não muros que separam, e isso tudo , através do diálogo tranqüilo, honesto, sem ofensas Alias, eles não esperam a crise chegar para depois conversar, não, estão sempre procurando dialogar para crescer e corrigir.Eles investem na relação.Para eles as pessoas são mais importantes do que as coisas. Sabem amar as pessoas e usar as coisas , não ao contrário.
Para o casal evangélico, com exceção de Deus, o maior bem que eles possuem é o casamento, não são os imóveis, o trabalho, a posse, não! Para eles o casamento vem em primeiro lugar, vem antes de tudo.
Para o casal evangélico, os filhos são presentes de Deus, que são bem vindos, porém, não são mais importantes que o próprio casal. Seus filhos são ensinados por Deus e grande é a paz sobre eles. Eles conhecem as promessas de Deus para os pequenos, por isso não se desesperam quando alguma coisa sai dos trilhos, pois sabem que o conhecimento da verdade, trará a libertação e eles voltarão a andar nela.
Sabem que se o casal estiver bem, os filhos estarão bem. O pai sabe que o melhor presente que ele pode dar para o filho é amar a mãe dele.
Casamento cristão evangélico é aquele que consegue fazer da casa um lar, um lugar seguro para os filhos, agradável para o marido e motivo de saúde emocional para a esposa.
Queira esse casamento, busque porque é possível, desde que Deus, seja a prioridade número um nele.
Um forte e demorado abraço, no amor de Jesus,
Pr Ismael e Pra Cleire.
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Neste outro artigo, falamos sobre o que é violência doméstica e suas várias formas, como a Lei Maria da Penha pode ajudar quem vive essa situação e como a violência pode ser denunciada.O cônjuge violento também precisa de ajuda, mas é imprescindível que a vítima saiba reconhecer o perfil do agressor para que possa se precaver de sofrer violência doméstica, que pode ser emocional, física ou sexual. Para isso, entender como funciona o ciclo da violência pode evitar uma situação ou mesmo salvar uma vida.
Um exemplo: Um homem machuca fisicamente sua mulher numa briga. Após o acontecido, ele se sente culpado, com remorso, desculpa-se, promete que aquilo não se repetirá. A lua de mel se instala até que a mulher o desculpe. Após alguns dias, ele começa a encontrar defeitos no que ela faz ou é, diz que ela o provoca, demonstrando ciúmes excessivos, desconfiando de seus atos, explicando o porquê age daquela forma. As brigas se reiniciam, e podem conter ofensas, xingamentos que colocam a autoestima da mulher no chão. Nessa fase, ele diz que não vai machucá-la novamente e age ainda como arrependido, mas sem muito autocontrole. Um acontecimento qualquer no trabalho ou na família que o irrite é suficiente para que ele a culpe por qualquer coisinha, que na visão dele, "ele justificará seus atos violentos", escalando para mais violência, e cada vez pior.
Veja o infográfico anexo a este artigo que exemplifica a informação que consiste o ciclo. Há grupos de suporte para mulheres e homens espalhados mundo afora para ajudá-los a entender como a violência acontece. Se você está passando por isso, ou não tem certeza se a sua situação constitui ou não violência doméstica, leia com atenção.
Fase da Explosão
Abuso: Ele escala uma briga a partir de um detalhe sem importância, tentando mostrar "quem manda aqui", usando ameaça, violência física ou sexual.
Fase da Reconciliação
Culpa: Depois de lhe machucar, ele se sente culpado, nem tanto sobre o que acabou de fazer, mas sobre a possibilidade de você contar a alguém ou ele ser punido por isso.
Desculpas: Ele racionaliza a situação e começa a colocar defeito nos seus atos.
Fase da Lua de Mel
Comportamento normal: O agressor faz tudo o que pode para ser visto como um cavalheiro, mima a pessoa e faz do clima uma verdadeira lua de mel. Ou seja, ganha novamente o controle e a esperança da vítima em achar que ele está mudando.
Intensificação da Tensão
Fantasia: Após algum tempo, lhe acusa de traição, age violentamente, podem conter gritos, desconfianças, uma verdadeira paranoia e ciúme sem motivo. Quase que planejando ou se desculpando como lhe agredirá novamente de forma a você não achar que ele o tenha feito.
Nova ocorrência do abuso: A violência ocorre novamente, e ele cria uma situação onde pode justificar o porquê de seus atos.
A repetição das desculpas e o remorso bem como suas ações gentis entre um episódio de violência e outro podem reduzir a autoestima de uma mulher a zero e fazer com que ela tenha coragem de se livrar da situação é bem difícil. “Mas eu dependo dele”, “Ele paga as contas”, “Ele é nervoso, mas é boa pessoa”, “Ele é um animal, mas é carinhoso e bom pai” – esses são pensamentos corriqueiros e comuns das vítimas de abuso, às vezes por anos.
Preste atenção nestes sentimentos em relação ao seu parceiro:
- Você fica ansiosa para agradá-lo ou tem medo de dizer qualquer coisa que o “provoque”.
- Faz tudo o que ele quer para não contrariá-lo ou deixá-lo nervoso.
- Sempre que pode checa o telefone dele ou os bolsos para ver o que ele está fazendo.
- Ele lhe liga durante o dia várias vezes para ver como você está e checar o que está fazendo.
- Seu parceiro tem um temperamento explosivo, ciumento ou possessivo.
- Depois de uma briga, você tenta esconder marcas pelo corpo, usando desculpas como se fossem acidentes.
- Pede aos filhos, se presenciaram o acontecido, que não contem a ninguém.
- Você falta ao trabalho, escola, ou deixa de ir a eventos, sem ter uma explicação.
- Ele acha ruim que você converse com suas amigas ou familiares, mesmo por telefone.
- Raramente leva você em eventos ou ocasiões sociais onde seja vista com ele em público.
- Ele controla o total de quanto você gasta, cartões de crédito e uso do carro.
- Você tem autoestima baixa, depressão, baixa autoconfiança, além de pensamentos suicidas e infelicidade generalizada.
Há muitos detalhes que denunciam uma personalidade agressiva. Tome muito cuidado para você não se transformar e destruir sua inocência e personalidade, agindo muitas vezes da mesma forma que seu agressor para "se defender". Isso pode minar suas chances de se recuperar do abuso e a transformará numa pessoa amargurada e solitária, que fará uma generalização em relação aos homens, achando que todos são assim.
Se você está passando por isso ou conhece alguém que está passando por essa situação, não espere a situação escalar como aconteceu com a Maria da Penha e tantas outras mulheres que sofrem abuso. Denuncie. Proteja-se. Você merece uma vida digna, feliz e é mais forte do que pensa que é.
Se você está passando por isso ou conhece alguém que está passando por essa situação, não espere a situação escalar como aconteceu com a Maria da Penha e tantas outras mulheres que sofrem abuso. Denuncie. Proteja-se. Você merece uma vida digna, feliz e é mais forte do que pensa que é.


